quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

I Feel Love - Donna Summer

Vamos imaginar o que os corruptos diriam aos jornalistas

Será que o nosso Presidente, que diz o que quer, vai censurar mais esta verdade novamente? ouçam esta crônica do nosso corajoso Arnaldo Jabor.
De fato, pela indiferença com que os políticos enfrentam as críticas de corajosos, como o Arnaldo Jabor, parece-nos que eles vivem em outro mundo, onde os valores são completamente inversos aos nossos e estão pouco se lixando para o que achamos dos seus comportamentos, pois lá no mundinho deles, a palavra chave é CORPORATIVISMO!

Da CBN (podcast de Arnaldo Jabor de 03/12/2009):
Ouça com a voz do Arnaldo Jabor clicando aqui.
"Amigos ouvintes, vamos imaginar o que é que os corruptos de brasília nos diriam, a nós jornalistas, que vivemos denunciando-os, para nada.
Porque eles sabem que, em poucos dias, eles saem do noticiário e serão esquecidos. Eles diriam pra nós:
Nós não suportamos mais ver vocês, jornalistas, perdendo tempo conosco, como nesse caso do Arruda e dos seus mensaleiros. Vocês são ingênuos, burros (esse Jabor então, é uma besta, fica reclamando no radio, na TV, de notas fiscais falsas, roubalheiras com empreiteiras e outras minúcias.
Vocês, jornalistas, não entenderam ainda que nosso mundo político é diferente do vosso?
Nós somos escolhidos entre os mais espertos dentre os mais rombudos e boçais. A estupidez nos dá uma rara inteligência para golpes sujos. Nós somos fabricados entre angus e feijoadas do interior, em favores de prefeituras, em pequenos furtos municipais.
Nós somos a covardia, a mentira, a ignorância.
Nós somos feitos de gorjetas, de sobras de campanha, de canjica de aniversários e água benta de batismos.
Para nós, "interesse nacional" não existe.
Querem o quê?
Que pensemos no interesse dos outros?
Ora, poupem-nos!
Isso não existe em política. Estamos aqui para lucrar; se não, qual a vantagem da política?
Defendemos o atraso e a lentidão em todas as siglas, do DEM ao PMDB e PT e todos unidos contra o tal "interesse nacional". Só queremos saber se nosso curralzinho está satisfeito conosco. testamos que nos obriguem a governar.
Será que vocês não entenderam ainda que nada nos dobrará?
A Justiça nos faz justiça não fazendo nada, aliás, ontem, o Judiciário, aumentou seus salarios em 52%, é!!!
Futuro, pra nós, é mais grana no bolso e mais poder, sempre!
Será que vocês não sacaram ainda que nossa única democracia é um amor pelos amigos, troca de favores, sempre com gestos risonhos e cínicos, abraçando-nos pela barriga, na doce pederastia de uma sociedade secreta?
Vocês não imaginam a delícia de sermos chamados de "canalhas", pois somos superiores a xingamentos, superiores à ridícula moralidade de classe média. A gente engole desaforo sim, numa boa! Vocês acham que o Arruda sofre? Ahhhh!
Nossa única moralidade é vingar-nos de inimigos, exigir pagamentos de propina em dia. Nada nos atinge.
Vocês são uns rancorosos... Têm inveja de nossos privilégios e imunidades. Voces, jornalistas, têm inveja de nosso cinismo, de nossa invulnerabilidade.
A democracia é para nós apenas um pretexto para a zorra absoluta! Vocês me dão pena, jornalistas! Acham que podem nos atingir...mas, nós... somos eternos!"

Justiça afasta deputados investigados do processo de impeachment contra Arruda

Do Último Segundo:

Oito deputados distritais e dois suplentes não poderão participar de qualquer atividade relacionada ao processo de impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que corre na Câmara Legislativa. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira pelo juiz Vinícius Santos Silva, da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF.

Os deputados afastados são investigados pela Polícia Federal no inquérito da operação Caixa de Pandora, que apura um esquema de desvio de dinheiro de contratos fechados entre empresas de informática e o governo distrital. O juiz considerou que o envolvimento dos deputados no escândalo os torna impedidos de avaliar o processo de impeachment contra o governador.

O juiz também determinou a convocação dos suplentes que não são citados nas investigações e a anulação de todos os atos praticados até agora no caso. Os suplentes atuarão exclusivamente no processo de impeachment. Vinícius Santos Silva fixou multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento da decisão.

A decisão atinge os deputados Aylton Gomes, Benedito Domingos, Benício Tavares, Eurides Brito, Júnior Brunelli, Leonardo Prudente, Rogério Ulisses, Roney Nemer e os suplentes Berinaldo Pontes e Pedro do Ovo.

Na liminar, o juiz justifica sua ordem: “A excepcionalidade da medida é justificada pela excepcionalidade do momento vivido no Distrito Federal, que requer a intervenção do Judiciário a fim de preservar a Constituição da República, o Estado Democrático de Direito e de suas instituições republicanas”.

Saqueadores


Do Blog Lápis de Memória


domingo, 17 de janeiro de 2010

Imagens do terremoto no Haiti - Saiba como ajudar

Do Sacuxeio:

No dia 12 de janeiro, um terremoto de 7 pontos de magnitude atingiu o Haiti. Junte-se aos esforços de reconstrução mundiais para ajudar as vítimas do terremoto. A sua doação irá ajudar as vítimas do desastre a reconstruir as suas vidas e as suas comunidades.

Prédio desabando: terremoto no Haiti

O Google criou uma página na web reunindo vários endereços de entidades oficiais que estão aceitando dinheiro, doações, e ajuda para o povo haitiano. E, para quem quiser ver imagens e a situação do país em tempo real, há um plugin lá para baixar que deve ser instalado no Google Earth.

Se puderem ajudar, vamos todos fazer a nossa parte.

Imagem: via Panorâmio

MY LOVE - Paul McCartney & Wings

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Campo de futebol serve de abrigo no Haiti

Do Espaço Aberto:

Por receio de voltar para as casas atingidas pelo terremoto, haitianos reunem-se em campo de futebol em Porto Príncipe.
A foto é da AFP.

DEUS olhe pelo HAITI

Caros leitores, não existe outro país deste ocidente mais pobre do que o Haiti. 45% dos Haitianos são completamente analfabetos e a miséria é absoluta para a maioria da população. A renda per capita desse pais é menor que a menor renda per capita de uma favela do Rio de Janeiro. Independente disso, a população tem sofrido, por conta dos golpes políticos.

Não bastasse a miséria, a falta de cultura, a falta de vergonha dos políticos que se matam pelo acesso ao poder, castigando a já castigada população, ainda vive o sofrimento dos efeitos de abalos cismicos.
Em 2008 o furacão Hanna, além de alagar o Haiti, deixou mais de 600 mortos. Agora o número de mortos pelo terremoto no Haiti pode chegar a 200 mil, conforme o ministro do interior, Paul Antoine Bien-Aime.

É necessário que o mundo "superior", composto pelos países desenvolvidos, bem como a própria ONU, se mobilizem para ajudar este país a se recuperar de mais esta tragédia.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Como é bom dizer à Oi/Velox o que sentimos por ela!

Lendo a matéria abaixo, escrita pelo meu amigo Paulo Bemerguy, do Blog Espaço Aberto (Belém-PA), me veio a idéia de endossar suas palavras, contando a minha história ocorrida neste último fim de semana, com essa operadora mencionada pelo Paulo.
Estava eu trabalhando no meu escritório, no último sábado (9/1), navegando na internet (utilizando a Velox/OI), quando, sem aviso prévio, caiu a linha da Oi e, conseqüentemente, a internet. Imediatamente, liguei para o suporte da operadora (passando por todos os protocolos já conhecidos por todo mundo e mais a demora para ser efetivamente atendido) e fui informado que os testes realizados pela área técnica indicavam um problema que só poderia ser recuperado "in loco", por isso era necessário que eu autorizasse a visita de um técnico no meu escritório, para providenciar a solução do problema. Alertando-me, entretanto, que eu deveria pagar uma taxa de R$ 40,00 (quarenta reais), se fosse constatado que o problema era decorrente das instalações internas do meu escritório e que o técnico deveria estar no local nas próximas 48 horas.
Para não prorrogar minhas dificuldades de andamento dos meus afazeres no escritório, imediatamente autorizei a vinda do técnico. Depois discutiria a origem do problema.
Até o presente momento em que escrevo esta matéria (da minha casa é claro, sem querer promover esta operadora), ainda não recuperei meu acesso à internet! tendo que recorrer a artifícios para dar conta das minhas responsabilidades profissionais.
O resto da história, pode ser lida nas linhas de uma história semelhante abaixo descrita.
Por isso repito as palavras do meu amigo e xará Paulo:

Como é bom dizer à Oi/Velox o que sentimos por ela!
No Brasil inteiro, não existe empresa que trate seus clientes pior do que a Oi/Velox.
Vejam a matéria do Paulo:

Nesta terça-feira, não tem blog.
Aliás, o apagão da Oi/Velox aqui na redação perdura desde sábado.
Ontem, as postagens foram feitas porque um amigo, gentilmente, cedeu-nos o computador.
Esta postagem aqui também está sendo feita do computador do amigo.
Mas é ruim ficar importunando os outros.
Então, vamos esperar que a Oi/Velox se digne restabelecer os serviços aqui no computador da redação para voltarmos com as atualizações do blog.
Enquanto isso não for feito, não teremos blog.
Mas esforço não falta para cobrar da Oi/Velox os reparos que deve fazer.
Ontem à tarde, foi enviada a reclamação abaixo ao ombudsman da Oi/Velox.
Ele não vai fazer nada, evidentemente.
Absolutamente nada.
Mas é bom – muito bom – dizer diretamente à Oi/Velox tudo o que a gente sente por ela.
Como é bom!
Chega a ser enternecedor.
Leiam o que o blog disse.
Talvez muitos de vocês já tenham dito a mesma coisa.
Se não disseram, pensaram em dizê-lo.

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A Oi/Velox é a pior empresa que existe no Brasil.
No Brasil inteiro, não existe empresa pior do que a Oi/Velox.
No Brasil inteiro, não existe empresa mais descompromissada com a eficiência do que a Oi/Velox.
No Brasil inteiro, não existe empresa que mais desafie essa Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), também um primor de ineficiência, do que a Oi/Velox. A Anatel é ineficiente porque, se atuasse com um mínimo de eficiência, a Oi/Velox não mais existiria.
No Brasil inteiro, não existe empresa que trate seus clientes pior do que a Oi/Velox.
A Oi/Velox debocha, despreza, faz pouco caso, irrita, despreza e não mostra qualquer interesse, inclusive e sobretudo, pelos clientes adimplentes, a grande maioria que paga regularmente por seus serviços.
Desde as 3h da madrugada de sexta-feira passada (08.10), estou sem acessar a Internet.
No início da madrugada de sábado, 09.10, liguei para a Oi/Velox.
Por orientação do atendente, fiz alguns testes. Ele me pediu para desconectar e conectar de novo os três cabos do modem.
Não funcionou. Ainda assim, não acessei a internet.
O atendente me informou que poderia ser um problema na minha “localidade” e disse que, em 24 horas, apareceria um técnico por aqui.
Pediu-me um número do telefone celular, que eu forneci, e registrou o protocolo do atendimento: 91801465-52.
Durante o sábado inteiro, não apareceu o técnico prometido.
No domingo, por volta das 13h, liguei novamente.
Foi-me informado que o técnico estava fazendo uma verificação na “área externa”. Prometeu-me o atendente que, tão logo a verificação fosse encerrada, eu receberia um retorno da Oi/Velox, pelo celular.
Não recebi retorno algum.
Na madrugada de hoje, segunda-feira, por volta de 1h da madrugada, liguei novamente para a Oi/Velox.
Falei com o primeiro atendente, uma mulher.
Pelo que entendi, ela me informou que só tinha acesso aos registros de reclamação da Oi e disse que ia me transferir para alguém que poderia me informar sobre o Velox.
Fiquei escutando uma música por mais de 10 minutos.
Desisti.
Liguei de novo.
Atendeu-me um homem.
A mesmíssima coisa da atendente anterior.
Quando ele me transferiu, fiquei escutando a mesma música por mais 15 minutos.
Ninguém me atendeu.
Liguei outra vez.
Aliás, liguei seis vezes.
Seis – uma, duas, três quatro... até seis -, contadas no dedo.
Passei seguramente uns 40 minutos ao telefone, tentando falar com alguém da Oi/Velox, mas não consegui.
Guardei os números dos protocolos de atendimento de quatro dessas ligações: 9140732110, 9140748983, 9140760151 e 9140761558.
Em todas as ligações, não consegui falar com atendente nenhum. A própria gravação é que me fornecia esses números de protocolo que mencionei acima.
Na manhã desta segunda-feira, por volta das 9h30, liguei novamente para a Oi/Velox.
Tentei duas vezes.
De novo, não consegui.
Ao final de meu contato com a gravação eletrônica, nenhum atendente atendia ao telefone.
Até que, na terceira ligação, uma atendente respondeu à ligação.
Atendeu-me para dizer que, segundo constam de seus registros, o tal técnico que teria passado pela minha “localidade” no último domingo, detectou um problema na área externa e o resolveu.
Mentira.
Não resolveu.
Só se o técnico resolveu pra ele e pra Oi/Velox, porque pra mim mesmo não resolveu.
Continuo sem internet.
A mesma atendente informou que, novamente, um técnico vai passar aqui pela minha “localidade” para verificar tudo de novo.
E deixou o número do protocolo: 9180155426.
Em resumo: estou há três dias sem acessar a internet por causa da Oi/Velox.
Durante esses três dias, já passei mais de uma hora ao telefone.
Durante três dias, ouço gravações eletrônicas que, em sua maioria, não são completadas.
Reafirmo, portanto: se existisse a Anatel, a Oi/Velox não existiria.
A Oi/Velox haverá de me perguntar, com justa razão:
- Mas se você não gosta de mim, por que não procura outra?
Porque não tem outra.
Porque estamos todos sujeitos a um monopólio, nesta região do País.
E mesmo se tivesse outra, certamente seria uma porcaria tão rematada como a Oi/Velox, porque todas as operadores de telefonia, sem qualquer exceção, são uma porcaria.
Mas se tivesse outra, pelo menos poderíamos optar entre porcarias diferentes.
Como não há opção, ficamos apenas com a Oi/Velox.
Não tenho dúvidas, portanto.
A Oi/Velox é a pior empresa que existe no Brasil.
No Brasil inteiro, não existe empresa pior do que a Oi/Velox.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

LULA assina Projeto de Lei que torna HEDIONDO o crime de corrupção

A minha amiga Aislane Pinto, do seu Blog Informações do Mundo Contábil, postou uma notícia importantíssima, para o futuro político deste País, sobre o Projeto de Lei que torna hediondos os crimes de corrupção.
Memorável a decisão do Presidente e eu, crítico acirrado deste presidente, pela sua postura extremamente populista e demagógica, bato palmas para sua atitude, ainda com reservas, pois só ficarei completamente satisfeito com seu ato, quando ele se reverter em realidade. Ou seja, quando tivermos a oportunidade de ver um político corrupto (como o governador do DF) ser julgado e ir para o seu devido lugar (a cadeia).
O texto tipifica como qualificados quatro crimes específicos contra a administração pública:
  • peculato (apropriação de bens públicos),
  • concussão (exigência de vantagens mesmo antes de assumir o cargo público ou depois que deixá-lo),
  • corrupção ativa; e
  • Corrupção passiva.
Atualmente a pena mínima para essas práticas é de dois anos. Com a tipificação, a punição sobe para até 16 anos. A proposta pune pessoas que ocupam altos cargos, como presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, prefeito e vice-prefeito, membros do Judiciário e do Ministério Público, ministros e secretários-executivos.

A mudança torna a pena mais rígida e o crime passa a ser inafiançável. Além disso, o tempo para progressão é maior e o cumprimento é obrigatoriamente em regime fechado. Outra alteração é a possibilidade de prisão temporária por trinta dias para quem desviar recursos da administração pública.

Vamos acompanhar o desfecho deste projeto.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O CARA DE PAU DO ANO DE 2010

do blog Livre Pensador

Sem dúvida um começo de ano como todos os outros. Em pleno ano de eleições, seria bom os eleitores não se iludirem com as desculpas públicas hipócritas deste político.
Vejam a matéria publicada pelo Blog Livre Pensador:

Sim, o ano ainda nem começou direito e o governador do DF já é considerado o “Cara de pau do ano de 2010” ao pedir perdão por seus “desvios” de conduta por força das imagens. Não, que nada! O acéfalo eleitor brasileiro está aí para esqueçer o passado, mesmo que fora ontem, e cair novamente na lábia dos canalhas que colocam em cuecas e meias dinheiro de corrupção. Esse é o nosso Brasil de otários.

Os fatos e mitos da mudança climática

A Bandeirante exibiu entrevista com o meteorologista Luiz Carlos Molion, especialista e doutor em assuntos relacionados com o clima, que contraria tudo o que temos ouvido sobre os motivos que estão levando às mudanças climáticas no nosso mundo, especialmente no nosso país.
A tese levantada pelo Dr. Molion, diverge, inclusive, daquelas levantadas e discutidas no "Encontro de Copenhague" já discutida neste blog (veja aqui) e contraria a tese de que o homem é culpado pelas transformações climáticas do nosso planeta.
Vale a pena ouvir esta tese do Dr. Molion, para tirarmos nossas conclusões e se estas conclusões forem de que o Dr. Molion tem razão. Estão estamos todos sendo manipulados pelas grandes potências, que pretendem, com esses encontros, tais como o de Copenhague, frear o desenvolvimento dos paises em desenvolvimento, tais como China e Brasil.
Vejam as varias partes desta reportagem transmitida pela Bandeirantes:

sábado, 9 de janeiro de 2010

Todos contra o Crack

Falar sobre os efeitos das drogas no organismo é como falar de um virus que destroi esse organismo. Os efeitos são catastróficos no corpo e na mente. Não admito drogas em hipótese alguma, por isso, não fumo e nem bebo, porque entendo que esses vícios também são drogas legalizadas impostas à uma sociedade sem discernimento para perceber isso.

Conheço pessoas viciadas e conheço uma, em especial, muito importante para mim, que se libertou, com muito sacrifício, desse vício. É desolador ver uma pessoa se perder na vida por conta das drogas, seja qual for. Só mesmo aqueles que usam essas drogas (e induzem os outros a usar) ignoram seus malefícios.

Foi com esse propósito de orientar e informar os desavisados que a blogueira e escritora @janalauxen criou o blog e a campanha virtual Todos contra o Crack.
A ideia é ter um grande acervo de consultas sobre o tema, com a adesão de até, 10 mil blogs. Se você já foi um usuário pode participar deixando o seu depoimento como ela fez e, se não foi (melhor ainda!), pode participar da mesma forma. Acesse o blog da Jana, pegue o selo, e o coloque em seu site/blog. Escreva sobre o assunto também, pois como cidadãos ou cidadãs, podemos colaborar orientando as pessoas. Lembrem-se: essa luta contra o crack - ou qualquer outro tipo de droga - que tanto atormenta as famílias é de todos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

DALVA DE OLIVEIRA - HINO AO AMOR

Linda música de Dalva de Oliveira por Dalva de Oliveira:

Se o azul do céu escurecer
E a alegria na terra fenecer
Não importa, querido, viverei do nosso amor
Se tu és o sol dos dias meus
Se os meus beijos sempre foram teus
Não importa, querido o amargor das dores desta vida
Um punhado de estrelas no infinito irei buscar
E aos teus pés esparramar
Não importa os amigos, risos, crenças e castigos
Quero apenas te adorar
Se o destino então nos separar
Se distante a morte te encontrar
Não importa, querido, porque morrerei também
Quando enfim a vida terminar
E dos sonhos nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu eu te encontrar

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Inep anula mais 43 questões do Enade

Do: Globo.com

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) decidiu anular mais 43 questões do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes 2009 (Enade), que foi aplicado no ano passado. Elas se somam a outras 11 questões da prova de comunicação social já anuladas no ano passado. São, no total, 54 cancelamentos.

Segundo o órgão, problemas nos enunciados e na formulação das questões levaram à anulação. No total, cerca de 7% das 745 perguntas distribuídas em 27 provas foram canceladas. Entre os novos itens anulados, há também questões discursivas.

A banca vai considerar como se todos os candidatos tivessem acertado as questões anuladas.

Comunicação

No final de 2009, foi anulada a questão polêmica da prova de comunicação social do Enade que pedia aos candidatos que avaliassem críticas feitas na imprensa a Lula, sobre o seu comentário de que a crise mundial no exterior era um tsunami e, no Brasil, seria uma “marolinha”. A banca examinadora anulou essa pergunta por considerar que havia problemas de formulação. Outras dez questões também foram canceladas.

O enunciado da questão dizia que, quando o presidente (cujo nome aparece grafado incorretamente) disse isso, “vário veículos da mídia criticaram a fala presidencial. Agora é a imprensa internacional que lembra e confirma a previsão de Lula”. Os candidatos tinham como opção os seguintes itens: a) atitude preconceituosa; b) irresponsabilidade; c) livre exercício da crítica; d) manipulação política da mídia; e) prejulgamento.

Exame obrigatório

Obrigatório para os ingressantes e concluintes das áreas avaliadas, o exame foi aplicado no dia 8 de novembro. Quem tiver faltado à prova não receberá o diploma.

Foram avaliadas 15 áreas de graduação e sete cursos superiores tecnológicos. Entre os cursos analisados estão: administração, arquivologia, biblioteconomia, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, estatística, música, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, teatro e turismo. Pela primeira vez, também são alvo da avaliação os cursos superiores de tecnologia em design de moda, gastronomia, gestão de recursos humanos, gestão de turismo, gestão financeira, marketing e processos gerenciais.

Suspeita de fraude

O exame foi aplicado após duas suspeitas de vazamento da prova, que foram posteriormente investigadas e descartadas. No primeiro episódio, em dia 20 de outubro, policiais rodoviários federais no Rio de Janeiro encontraram caixas sendo transportadas em uma caminhonete na altura da cidade de Três Rios, no Sul Fluminense. Segundo os policiais, quatro caixas estavam sem lacre de segurança.

A segunda suspeita foi na Paraíba, após uma caixa com o exame ter sido aberta no Correio de Campina Grande por um funcionário do Fisco. O primeiro caso foi investigado pelo Ministério Público Federal e o segundo, pela Polícia Federal. Em ambos, foi constatado que não houve violação do sigilo das provas.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Instabilidade do blogspot.com

A instabilidade blogspot.com não permite que acessemos o administrador do blog, para que possamos atualizá-lo.

Ficamos no aguardo da recuperação para mantermos a atualização do blog.

Nossas desculpas aos nossos Leitores.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Charge - Paixão

Do: Espaço Aberto


SALÁRIO MÍNIMO 2010

Do: Informações do Mundo Contábil


Apesar que ainda não foi publicado no DOU o governo já confirmou que a partir de 01 de janeiro de 2010 o salário mínimo passará de R$ 465,00 para R$ 510,00.Veja matéria:

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Governo confirma salário mínimo de R$ 510 em 2010
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O novo valor foi fechado em uma reunião que o ministro Paulo Bernardo teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entra em vigor no dia 1º de janeiro

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou esta tarde que o governo fechou em R$ 510 o valor do novo salário mínimo, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2010. O novo valor foi fechado em uma reunião que Paulo Bernardo teve esta tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Base Aérea de Brasília, da qual participou também o ministro das Relações InstitucionaisAlexandre Padilha. Lula desembarcou no fim da tarde na Base Aérea e seguiu em direção ao Palácio da Alvorada onde terá à noite um jantar de confraternização com os ministros do governo

Pela manhã, Paulo Bernardo disse que a definição do mínimo em R$ 510 irá facilitar questões operacionais da vida dos aposentados. Ele lembrou que muitos aposentados recebem o benefício nos caixas eletrônicos dos bancos, o que torna "muito difícil" pagar um valor quebrado. "O valor de R$ 510, embora tenha um impacto maior nas nossas contas, resolve o problema. Mas é uma decisão do presidente", reafirmou. A proposta do governo encaminhada ao Congresso previa um salário mínimo de R$ 507.

Fonte: Gazeta do Povo

Que bom que o Natal existe!

Que bom que existe o Natal!
Você já imaginou como seria nossa vida se não existisse o Natal? Hoje vivemos uma vida corrida, sempre nos preocupando com nossos afazeres, com nossos prazeres, com a conquista do nosso TER e o tempo parece que não passa mais nas 24 horas. O tempo parece que encurtou para nós.
Que bom que existe o Natal!
Para darmos uma parada no tempo. Para refletirmos que as pessoas existem. Para refletirmos que nossa família existe. Para refletirmos que nosso irmão existe. Para refletirmos que nós existimos.
Que bom que existe o Natal!
Pena que só reconhecemos isso nesta data. Que bom seria se a cada dia do ano pudessemos refletir que o SER é muito mais importante do que o TER e nesse sentimento, pudessemos produzir o MILAGRE da fraternidade, o MILAGRE da união, O MILAGRE da comunhão, o MILAGRE do AMOR entre as pessoas.
Aos meus irmãos e aos meus amigos, que ao longo deste ano ficaram escondidos lá no canto do meu coração, por conta da minha corrida para cuidar dos meus afazeres, dos meus prazeres, da conquista do meu TER ou, simplesmente, da manutenção dele, minhas sinceras desculpas pela ausência, minhas sinceras desculpas, pela minha falta com vocês.
E neste dia que JESUS chegou para nos dar um sinal de alerta sobre a vida que levamos, além de render Graças a Deus pela vida, pela família, pelos amigos que tenho, quero dizer, especialmente para você que eu deixei escondido lá no canto do meu coração, para dar prioridade a outras coisas que não são mais importantes do que você, meus sinceros votos de:
UM FELIZ NATAL!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Corrupção a galope

Do: Lápis de memória

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Afastado por um tempo

Caros leitores deste humilde blog. Estive afastado nos últimos dias em virtude de não ter conseguido esticar as 24 horas ao dia. Minhas atividades profissionais me sacrificaram nas duas semanas anteriores.
Estou de volta e feliz pelo meu Fluminense, dando parabéns aos flamenguistas pela merecida vitória.

Hino do Fluminense

Com garra, determinação e louvor superamos nossas fraquezas e demos a volta por cima.
Sou tricolor de coração!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Justiça - Quem manda afinal?

A matéria abaixo repetida, está bombando nos blogs. Apesar de ter sido publicada no Estadão em 2003, ela é bastante atual (e reversa), especialmente por conta da falta do Poder de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF), que autorizou no último dia 18, a extradição do ex-ativista Cesare Battisti para a Itália.
Ao contrário do que nossa vã filosofia possa imaginar, essa não foi uma decisão definitiva, pelo menos neste caso. A decisão final está nas mãos do Juiz Presidente Lula.
Acho que o presidente Lula está se achando, mas, por outro lado, ele perdeu uma excelente oportunidade para responder a carta do Juiz Ruy Coppola, de 2003, dizendo que a Justiça precisa apenas fazer fazer valer suas decisões (coisa que não vem acontecendo, pelo menos aquelas que envolvem os políticos cassados e o Cezare Battisti). Deveria confirmar que realmente existem duas Justiças sim e está comprovado, com a transferência da responsabilidade pela expulsão desse criminoso no Brasil, que agora está nas mãos da outra Justiça (aquela protagonizada pelo Presidente Lula).
Poderia, inclusive, alertar ao Ministro do STF que, se a Justiça dele é cega, a do Presidente Lula é cega, surda e muda.
Sabe, Sr. Presidente, o Sr. deveria aproveitar, nessa carta aberta à Justiça, e informar aos Juízes, que as leis inconsistentes e brandas não servem apenas para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco, mas também servem para inocentar ou abrandar penas de Juízes e promotores que assassinam em boates, que assassinam por motivos passionais, assassinam em supermercado e, até no trânsito.
Enfim, Presidente Lula, porque não aproveita a oportunidade para lavar a roupa suja que permeia esses três poderes, que , agora sabemos, o Sr realmente comanda efetivamente e, a nós, cabe a pergunta:
- É essa a democracia que o Sr. tanto defende?



" CARTA DE UM JUIZ À LULA

Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC)
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Mensagem ao presidente!
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Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para "meter a mão na decisão do juiz", mas para abrir a "caixa-preta" do Poder.
Vi também V. Exa. falar sobre "duas Justiças" e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça. Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks. Não precisa mais chorar.
O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora. Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só. Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela. Basta ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado. Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados. Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade. Afinal, V. Exa. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25 do Bolsa-Escola, tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola. E a Benedita, sr. presidente? Disse ela que ficou sabendo dos fatos apenas no dia da reportagem.
Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Márcio sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco).
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé. Temos os precatórios que não são pagos. Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente).Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente. Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão "caixa-preta" não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa. Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes. Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado. Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma "escova". Cachorros de juízes não andam de carro oficial.
Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
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P.S.: Dê lembranças a "Michelle". (Michelle é cachorrinha do Presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo. "


"O Professor Manda": O mito professor e a sobrevivência da democracia

Inúmeros casos de desrespeitos de alunos com professores acontecem no dia a dia das salas de aulas. Eu mesmo já fui vítima de dois. Acho que vários professores também já foram vítimas de alunos que, motivados pelo inconformismo da sua baixa avaliação, procuram esconder suas dificuldades, desinteresses ou falta de estudos nas suas atitudes intempestivas e desrespeitosas, chegando até à agressão aos professores.
Contestar a metodologia do professor, a coordenação e até a faculdade é absolutamente normal, desde que adequadamente argumentada e com o devido respeito. Mas, o professor está para o aluno, dentro da sala de aula, assim como o filho está para os pais, em casa; assim como a assembléia de uma igreja ou templo está para um padre ou um pastor; assim como um empregado está para seu superior em uma empresa. Portanto, o respeito está acima dos valores materiais, objetivos, subjetivos e adjacentes que permeiam a relação entre alunos e professores. Esses valores devem ser respeitados.
Alguns alunos menos avisados e desprovidos de entendimento suficiente do que é ser um professor nos dias de hoje, onde os valores recebidos de berço e no convívio diário, estão completamente invertidos, acabam por julgar o professor um déspota dentro de sala de aula. Este assunto me levou a relatar o artigo abaixo, que desfila os argumentos do Prof. José de Paiva Bello, em relação aos desafios de um professor em sala de aula, para levar o conhecimento, a prática e a educação, aos seus alunos, de forma democrática e compartilhada.

Por: José Luiz de Paiva Bello Rio de Janeiro, 2000.

" Este texto foi inspirado a partir da contestação da aluna Andrea(*) na sala de aula de um curso superior. Ocorreu que foi realizada uma avaliação por mim e a aluna não recebeu a nota esperada por ela. Em função disso passou a contestar os critérios adotados pelo professor. Passei então a provocar a aluna para que ela argumentasse contra os critérios colocados por mim e sugerisse o seu. Ela não forneceu argumentos para sustentar seu ponto de vista e respondeu irada: "Faça o que quiser: O professor manda".
Este fato, corriqueiro em sala de aula, traz duas questões para serem analisadas: a primeira delas é que a contestação da aluna mostra que o professor dá abertura para que haja contestação; a segunda é a afirmação da aluna que nega a primeira questão levantada nesse caso. Ora, se o professor dá abertura para a contestação de seus alunos, por que esta aluna diz que é o professor quem manda? A minha resposta para esta questão é que se criou um mito, tanto na figura do aluno, quanto na figura do professor. Por mais que a Pedagogia moderna teorize que a participação do aluno é fundamental no processo de aprendizagem, a realidade nos mostra que o estereótipo desses mitos é que "o professor manda" e os alunos obedecem.
Na realidade os alunos têm muita força, sendo comum encontrar professores que são expulsos da sala de aula por seus alunos através de abaixo-assinados. Mas normalmente isso só acontece com os incompetentes que tentam se passar por "durão". O incompetente, que não incomoda a ninguém, que não estimula, que não dirige o processo de aprendizagem, mas que não reprova, permanecerá em paz com a turma e o poder dos alunos será diluído pelo carisma do professor. Por outro lado, a maioria dos professores tem interesse em deixar explícito que é ele mesmo quem manda. Assim sendo, não discute nada com a turma, não coloca o programa em discussão, não discute os critérios de avaliação, não dá abertura para os alunos avaliarem a sua aula, enfim, entra em sala com tudo pronto e sai de sala como se tivesse dado uma aula "maravilhosa".
Eu me lembro de um caso que ocorreu em uma faculdade em que trabalhei: cruzei com um colega professor no corredor, ele saindo da sala onde eu iria iniciar a minha aula, e ele me disse: "Acabei de dar uma aula espetacular! Cumpri tudo o que estava programado". Dei a ele meus parabéns e entrei em sala. Depois de deixar minha pasta em cima da mesa, olhei para a turma e quase todos estavam com uma aparência estranha. Então perguntei a eles: "Que caras são estas?" Um aluno tomou a iniciativa e me respondeu: "Acabamos de ter uma aula horrível! O professor 'Fulano' entrou em sala de aula, falou por quase duas horas sem parar, não permitindo uma pergunta sequer. Estamos exaustos." O fato é verídico e mostra que para o meu colega "o professor manda". Não importa o sentimento, a história, a inteligência ou a criatividade de seus alunos; o que importa é que ele cumpra o que está programado, porque, na sua concepção é assim que deve se comportar o "bom" professor. Quando o aluno me contou a história não me passou pela cabeça perguntar por que eles não protestaram. Mas cabe aqui a pergunta: por que eles não protestaram? Provavelmente porque, também para eles, "o professor manda". Outra dedução que pode advir desta questão é que se forma uma cumplicidade perversa entre as duas partes interessadas num processo, em se tratando de educação, que deveria objetivar a aprendizagem dos alunos. Mandar é fácil; ser igual e garantir seu espaço social enquanto autoridade de uma área do conhecimento é que é difícil.
Para o professor esta relação de mando/obediência ameniza qualquer possibilidade de conflito entre as partes. Para os alunos, quanto menos conflitos gerados com o professor melhores serão as suas chances de "passar de ano". Quem manda é o rei, o déspota, o autoritário, o totalitário e, se formos entrar em aspectos psicológicos, o inseguro. O democrata, o libertário, o justo, o igual e aquele que está seguro do que está fazendo, tenderá sempre a discutir com o grupo a direção de qualquer processo, reservando a autoridade do professor como um mero técnico de educação, capaz de discutir com a turma qualquer questão levantada em sala de aula. Principalmente se a sala de aula é de um curso superior.
Só poderemos admitir que o ensino é realmente democrático quando houver o pleno exercício da democracia em sala de aula.
Sob o ponto de vista político a afirmação de que "o professor manda" vai de encontro a toda e qualquer proposta de formação da cidadania e da relação democrática no ensino. Muitos entendem a questão da democratização do ensino como a concretização de não haver indivíduos fora da escola. Melhor dizendo: muitos acham que democratizar o ensino é oferecer vagas nas escolas a todos aqueles que desejam estudar. Mas isso ainda não é democratizar o ensino. Só poderemos admitir que o ensino é realmente democrático quando houver o pleno exercício da democracia em sala de aula. E enquanto o professor mandar o ensino será explicitamente anti-democrático, totalitário. Se pudermos admitir que a escola prepara para a vida e os modelos de relações políticas e sociais serão aplicados pelos alunos na sua vida fora da escola, poderemos também admitir que não é possível esperar que esses alunos, egressos de um sistema educacional onde "o professor manda", estejam preparados para vivenciar uma relação social verdadeiramente democrática. Neste sentido, podemos ainda afirmar que não podemos falar de democracia na República se não vivenciarmos uma relação democrática no interior das instituições de ensino (a começar pela pré-escola). Se realmente temos interesse em garantir que a democracia prevaleça como sistema, temos que garantir que esta relação seja mudada. Mudar não somente em teorias pedagógicas, mas na concretude das relações diárias entre professores e alunos.
O sentimento de que "o professor manda" precisa ser transformado em "o professor dialoga, respeita e dirige um processo de aprendizagem", já que o diálogo, argumentação versus contra-argumentação, é a expressão máxima do exercício da democracia e a contestação a melhor expressão da vivência da cidadania. Sem alterar esse sentimento qualquer proposta pedagógica, por mais libertária que seja a sua intenção, será sempre autoritária e anti-democrática. A realidade nos mostra que o mito de que "o professor manda" descaracteriza qualquer possibilidade dos alunos criarem seus próprios caminhos na aprendizagem. E se os alunos não participam do processo de planejamento da aprendizagem, esta será praticamente nula. Daí a tal famigerada frase, formulada por um advogado por formação, ex-político e ex-Ministro da Educação no Brasil: "No Brasil, os alunos fingem que estudam, os professores fingem que ensinam e o Estado finge que fiscaliza". Enquanto este mito for vivo em nossos corações e mentes todo processo de educação estará prejudicado. E teremos que dar razão a Freud que diz que educação é impossível em função da relação de transferência parental que se trava entre professor e alunos. Todo este texto revela meras constatações. E, de certa maneira, revela um pedaço da realidade da sala de aula. Mas fica para nós a lembrança da célebre pergunta do revolucionário russo que, vencida a revolução, perguntou aos seus pares: "que fazer?"

ADENDO I


Um colega, ao ler o texto, me enviou a correspondência abaixo que foi respondida por email. Como enriquece o conteúdo do texto acima, resolvi acrescentar.
">Acho seus textos bárbaros.
>Acabei de ler sobre o professor manda.
>Na minha sala de aula anda acontecendo o contrário.
>Existe um grupo de alunos que perderam todo senso de ética. Tratam o
>professor como se eles possuissem uma bagagem de conhecimentos superior,
>como se fossem donos de uma verdade indiscutível.
>Nós, os outros alunos da sala, estamos ficando prejudicados. Conversam
>durante toda a aula, fazem gracinhas, deboches em cima de perguntas dos
>alunos.
>São como as crianças que trabalho de 10 anos, aliás diria que são piores
>pela idade biológica e a falta de maturidade.
>Como vou dar aula na semana que vem, pensei que pedir-lhe uma ajuda. Talvez teria um texto que poderia distribuir em sala de aula para ser
>lido.
>Tem algo que possa me ajudar?
>Obrigada,
>Cláudia."

Prezada Cláudia Você não especificou com qual turma você trabalha. Pelo seu relato parece turma de adolescentes ou crianças, já que este comportamento é típico da fase de protesto contra tudo e contra todos. Mas essa análise é sob o aspecto psicológico. Sob o aspecto pedagógico existe uma outra questão: a consciência de objetivos dos alunos de sua turma. Qual seria o objetivo de estudantes que se matriculam numa instituição de ensino? Adquirir aprendizagem para aplicá-la em sua vida prática e profissional. Mas é essa a consciência que perspassa pela cabeça de todos eles? Eu acho que não. Para mim eles estão lá conscientes de que no final do curso receberão um diploma, um certificado ou uma espécie de "passaporte" que lhes permitirão entrar nessa vida prática e profissional. Os alunos, e muitas vezes também os professores, não conseguem perceber que ali, diante deles, está um profissional habilitado que, pelo menos a nível teórico, irá lhes ajudar a adquirir conhecimentos que serão fundamentais em seu futuro. Se os alunos não conseguem perceber isso podemos então deduzir que o sistema de ensino está completamente comprometido. Apesar de também ser grave, já que se trata de um processo de educação tão divulgado pelas leis e pelo governo como educação transdisciplinar e contextualizada, o desrespeito ao professor não é o mais grave. O mais grave, na minha opinião, é que estes alunos estarão se formando (e se for em curso superior é mais grave) sem levar a "mercadoria" por qual pagaram ou foram buscar. É como se eu entrasse numa farmácia, pedisse um vidro de perfume para dar para minha namorada, pagasse e dissesse ao vendedor que eu não levaria o vidro de perfume e, propositadamente, deixasse em cima do balcão. No nosso caso os alunos vão para a instituição de ensino, pagam as suas mensalidades ou (no caso de instituição pública) têm despesas de condução, lanche, as famigeradas xerox e outras despesas, para deixar a "mercadoria" (que no caso da educação é o saber) na própria instituição. Considero esta uma das maiores mazelas da nossa educação: a falta de objetivos e o desinteresse por parte dos alunos. Mas será que adianta ficar procurando culpados para as mazelas do ensino? Penso que neste caso os dois lados têm culpa. Tanto alunos quanto professores estão perdendo o prazer de estarem envolvidos no processo de educação formal. Parece que uma chama vem se apagando. Esta falta de consciência dos objetivos é percebido diretamente nas salas de aula. Os alunos, inconscientemente, devem se perguntar: "para que prestar atenção no que este(a) professor(a) está dizendo se eu não consigo ver importância nenhuma nisso para mim?". E aí descambam para o desrespeito, para a arrogância, para a agressividade e, consequentemente, para a ignorância. Experimente, por exemplo, oferecer um automóvel para o melhor aluno e veja o resultado. Sendo o objetivo ganhar o automóvel, com certeza, o comportamento da turma irá se modificar. Mas quando não há objetivo aquelas atividades vividas em sala de aula perdem a razão de ser. Ou então quando os objetivos são distorcidos (a aprendizagem é trocada pelo diploma) e a didática perde o sentido em função de interesses diversos (os alunos querendo somente um diploma e os professores querendo ensinar). Apesar de dito tudo isso a afirmativa de que "o professor manda" continua valendo. Concretamente são os professores que têm nas mãos o Diário de Classe e o poder de dar notas. Dependendo da instituição de ensino esse poder, bem (ou mal?) utilizado pelos professores, garante a eles qualquer coisa em sala de aula. O problema é que em algumas instituições particulares existe o medo dos proprietários em perder os alunos e, consequentemente, lucro. A partir disso permitem tudo, os alunos têm sempre razão e a parte mais fraca fica com os professores que se percebem presos por uma administração escolar desonesta e mal feita. O que eu poderia dizer é que, quanto mais os alunos perceberem da importância do que está sendo oferecido a eles, mais eles serão responsáveis pelo processo de co-aprendizagem, entendendo que somente isso não basta. É preciso também que os professores se preparem para aplicar com os alunos técnicas que permitam uma aprendizagem de maneira mais fácil e agradável. Um outra questão fundamental nesta relação professor-aluno é a segurança ou a auto-confiança do professor. Quando o professor consegue transmitir segurança e firmeza para os alunos a tendência é que eles se comportem com mais solidariedade no grupo, incluindo o trabalho do professor.

Obrigado, Cláudia, pela sua participação.

ADENDO II

outro colega me enviou mais uma correspondência que também transcrevo como enriquecimento ao texto "O Professor Manda".

>Caro José Luiz,
>Gostaria de que trocássemos idéias sobre AVALIAÇÃO de alunos. Aquela que vira nota. Sinto uma angústia enorme diante dela. Gostei do texto "O Professor Manda". Para mim a prática de avaliar é uma experiência de deserto: Traz a sensação de solidão seguida da esperança de oásis.
>Um grande abraço do José Antonio

Prezado colega José Antonio

Em primeiro lugar tenho que lhe agradecer pelo estímulo. Quanto à questão da avaliação estou preparando um texto sobre isso. Parece que sinto a mesma angústia sua. A avaliação de meus alunos é a pior parte da minha profissão. Eu tenho a sensação de que avalio meus alunos de uma forma completamente subjetiva. Será que um aluno meu que tira sete numa prova "sabe" 70% do conteúdo da minha disciplina? Mesmo que eu busque alternativas de avaliação do rendimento escolar, como trabalhos escritos, não tenho a menor segurança de que eu esteja avaliando com justiça. Além do que percebo que qualquer proposta de avaliação incentiva vários processos de fraudes: na prova, a "cola"; nos trabalhos em grupo, um aluno faz o trabalho (quando não copia dos livros ou tira da própria Internet) e os outros assinam; e nos trabalhos individuais a maioria copia literalmente capítulos inteiros de livros de outros autores. Gadotti sugere que nos cursos de graduação deveria apenas existir duas menções: aprovado ou reprovado. Ou o aluno está apto a seguir adiante nos estudos e se tornar um razoável profissional ou não. Não existe meia aprendizagem: ou o aluno quis aprender ou não. Esta avaliação requer que se conceitue por meios subjetivos. Mas não serão os meios subjetivos mais objetivos do que os chamados de "meios objetivos de avaliação"? A prova, como meio objetivo, apenas comprova o que o aluno decorou e não o que ele apreendeu para colocar em prática. Não podemos nos esquecer que os cursos de graduação formam profissionais. A avaliação subjetiva, como interesse, participação e criatividade, no meu entender, revela mais o futuro profissional que estamos formando. Às vezes penso que a Academia de Ciências esqueceu o por que e o para que os alunos estão lá. Eles estão buscando um saber que os capacitem a exercer determinada profissão. Neste sentido, nota para quê? Ou eles estarão capacitados no final do curso para exercer tal profissão ou não. Não quero me estender muito neste email, mas não acredito no tipo de avaliação que é levada em conta nas Universidades pela maioria dos professores. Como já disse estou preparando um texto sobre isso. Se quiser me adiantar e mandar o seu texto, com máximo prazer, abrirei um espaço na minha Home Page. Estou pensando também em colocar essa nossa troca de mensagens lá.

Um grande abraço."

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tony Bennett - I left my heart in San Francisco

Raio que o parta

Do Lápis de Memória:

Surto da doença de chagas em Belém

Já vimos alguns surtos epidêmicos espalhados pelo Brasil: surto de dengue na Bahia; surto de dermatite causada por Hylesia no litoral de São Paulo, surto da gripe A (H1N1), a cólera também está de volta no Brasil. e outras.
Agora estamos diante de um novo surto, localizado em Belém-Pará. Trata-se do surto da doença de chagas.
Segundo o santareno Aldo Valente, 47, graduado em Farmácia e Biologia, com doutorado em Doenças Parasitárias pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a doença de Chagas é emergente e está em expansão.
Nos últimos cinco anos, já foram detectados entre 80 e 100 casos por ano. "Mas o número de casos não notificados é muito maior porque, para cada caso notificado, existem outros dez não notificados", explicou.
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará já confirmou um novo foco da doença de chagas em Belém, o bairro Parque Verde, às margens da rodovia Augusto Montenegro. Recentemente, doze casos foram confirmados em uma mesma rua, subindo para 43 o número de doentes em Belém, somente este ano.
Uma amiga em Belém me revelou que em setembro do ano passado, quatro casos foram registrados em sua casa. Neste caso, e em outros casos, a contaminação pode ter ocorrido por via oral, com o consumo de alimento contaminado com fezes do barbeiro. Ainda não foi confirmado, mas essa amiga afirma que, no caso da contaminação de seus parentes e amigos, fora provocada pela ingestão do açai. Portanto, estamos diante de mais uma doença em princípio de descontrole das autoridades da Saúde Pública de Belém.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

IPTU será reajustado em 2010

Normalmente às vésperas de eleições, os políticos responsáveis pelo aumento de impostos se controlam. Desta vez está acontecendo de forma contrária em São Paulo, Belo Horizonte e Salvador.
Os representantes políticos dessas capitais estão querendo se utilizar do cheque em branco que os eleitores colocam em suas mãos (isso porque nós somos absolutamente passivos aos desmandos promovidos pelos governos), para reajustarem, principalmente, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dessas cidades.
No caso da Prefeitura de São Paulo, esses reajustes chegam a proporções assustadoras, 21% em média (caso a câmara aprove). Na capital mineira, o aumento do tributo poderá chegar a 150%. Em Salvador, a correção média será de 10% acima da inflação, no caso dos imóveis residenciais e de 20% para os comerciais e os industriais.
Eu só faço duas perguntas a esses gestores de interesses próprios (e não públicos): será que eles promoveram aumento de salários em proporções próximas, ou superiores, aos reajustes que pretendem promover aos impostos?Será que promoveram melhorias nas cidades em que administram, de forma a justificar os aumentos que pretendem aplicar!
A única justificativa que encontro para esses abusos e absurdos é que teremos eleição no próximo ano! e só!

Fluminense classificado para final da Sul-Americana. NEEEEEEEEEEENSE!

O Fluminense acaba de se classificar para a final da Sul-Americana, virando o jogo contra o Cerro Porteño com o placar de 2 x 1.
Neeeeense!
Os paraguaios não aguentaram a virada e partiram para a briga ao final do jogo.
Parabéns ao Flusão, que mostrou estar vivo também no campeonato brasileiro.

O que o Brasil precisa fazer para combater a corrupção de forma eficiente?

do Uol:

O nível de corrupção no Brasil parece aumentar a cada ano. Os escândalos que se sucedem nas várias esferas do governo deixam as pessoas desoladas e decepcionadas com os governantes. Algumas ações da Polícia Federal tentam coibir e impedir que a corrupção avance no país. No entanto, os envolvidos nesses crimes, quando condenados, cumpem pouco tempo de prisão - e, muitas vezes com regalias.

Portanto, o que você acha que é preciso fazer para combater a corrupção de forma eficiente?

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