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sábado, 23 de janeiro de 2010

Zelaya deixará embaixada, será?

Do Blog do Noblat

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, vai deixar a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa na próxima semana. Em seguida, ele vai viajar para a República Dominicana antes de se estabelecer no México e planejar um eventual retorno a Honduras, disse um auxiliar em entrevista publicada hoje.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lula vai sugerir SUS nos EUA

Pasmem, mas o Presidente Lula surtou! (com todo respeito). Imaginem que está pedindo ao presidente Barack Obama que copie o SUS (Sistema Único de Saúde) nos Estados Unidos para lidar com a crise da saúde nos EUA.

Vejam a declaração do PRESIDENTE:

"Na próxima vez que encontrar o Obama, vou falar: 'Faça um SUS. Custa mais barato, é de qualidade e é universal'", disse Lula.

"Eu sei o que é esperar sentado com a bunda num banco num hospital três, quatro horas e depois [ser informado que] o médico não está. Depois, o de atendimento VIP que tem um presidente da República", disse.

Olha Presidente, gostaria que minhas palavras pudessem chegar aos seus ouvidos, pois o que tenho para lhe dizer é que o Sr. deveria sentar sua bunda (com todo respeito) no banco de um posto de atendimento do SUS, para depois fazer sua declaração, imprópria, populista, e irresponsável.

Já tomou conhecimento de quantas pessoas morreram somente nesta última semana, por falta de atendimento?

Dúvido!

O Sr. está mais preocupado com os troféus levantados nos palanques, para promover sua candidata às custas do nosso dinheirinho.

Sabe o que o Sr. e seus correligionários fazem com o dinheiro destinado à saúde e educação? Desviam! Para comprar aviões,com o dinheiro da educação (veja como aqui), para aplicação no submundo da política e má gestão (vide aqui), para gastar com prestadores de serviços, fora do âmbito da saúde (veja aqui), para desviar recursos da saúde sob a tutela do próprio secretário de saúde no Piaui (veja aqui) e muitos outros.

Seja mais prudente nas suas declarações Sr. Presidente (com todo respeito!).

sábado, 31 de outubro de 2009

O Mercosul já é uma droga

O Presidente Lula tem usado a estrutura do governo para financiar a candidatura da Dilma e o pré-sal, a copa de 2014, as Olimpíadas de 2016, o desvio irresponsável do Rio São Francisco e outros projetos como troféus no palanque.

Agora, chegou a vez do Sr. Romero Jucá e seu partido acolherem o Chavez, para obedecer os intercionalistas do Lula, em franca campanha, para sua futura aposentadoria.

Não faz muito tempo, fatos como estes, nas mãos dos antecessores de Lula, seriam motivos de severa repreensão do oposicionista Lula.
Mas hoje ele é situação e que se dane a oposição! (aliás! cadê a oposição?).
Veja a opinião do Jabor sobre essa questão do Chaves (não é o humorista Chavez não! Ele é um Presidente! Pasmem!).
Cada Povo tem o Chavez/Lula que merece!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Zelaya pede mais pressão a líderes para restituição

Do Blog do Noblat

Representantes do governo interino de Honduras e do presidente deposto, Manuel Zelaya, retomarão nesta quarta-feira o diálogo interno por uma solução à crise política para discutir o mais importante --e difícil-- ponto de debate: a restituição de Zelaya. O líder deposto disse nesta terça-feira que enviou cartas a presidentes do continente, entre eles o norte-americano Barack Obama, pedindo para que aumentem a pressão contra o governo interino.
"Pedi em cartas particulares ao presidente Obama (...) falei com os presidentes da América, com as presidentes da América, sobre a necessidade de recrudescer ações se o regime seguir se negando a dar uma democracia verdadeira ao povo hondurenho", disse Zelaya em entrevista à agência Reuters.
As declarações de Zelaya foram feitas antes que os representantes dos dois lados anunciarem, também nesta terça-feira, o avanço em 90% o Acordo de San José, uma proposta do presidente costa-riquenho Oscar Arias que prevê, entre outras coisas, devolver o poder a Zelaya.
"Começamos a falar deste ponto [a volta de Zelaya] e amanhã (quarta-feira) vamos continuar negociando", disse a representante dos interinos Vilma Morales a jornalistas ao sair de uma reunião com representantes do líder deposto.

Lula e a dívida pública (PARTE 7)

Do Visão Panorâmica

Pretendia neste post me aprofundar um pouco mais nas contradições dos números oficiais sobre a dívida externa. No entanto, tive que mudar novamente a programação, pois encontrei no site do Banco Central uma afirmação que reforça uma suspeita que coloquei em discussão no quinto post desta série.
Na ocasião, questionei o fato do relatório oficial do Tesouro Nacional não contabilizar nos três últimos anos no total da dívida interna os títulos em poder do Banco Central (uma bagatela de R$ 494 bilhões em dezembro de 2008!). Com um valor tão expressivo, relutei em acreditar que o Governo teria tido a cara-de-pau de ocultá-lo. Mas aí lembrei da cara-de-pau do Presidente Lula mentindo descaradamente sobre o suposto “pagamento da dívida externa” e então me senti encorajado a pelo menos colocar a questão em discussão, solicitando a ajuda de algum internauta economista que nos ajudasse a esclarecer a dúvida a aparente manobra contábil.
Mas eis que ao buscar dados sobre a dívida externa no site do Banco Central, me deparei com a seguinte afirmação perdida em meio a dezenas de páginas de um relatório (mais precisamente na página 78, pode conferir aqui), onde o BC afirma:
“Os títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional totalizaram R$1.759,1 bilhões em dezembro de 2008, dos quais R$494,3 bilhões em poder do Banco Central.”
Apesar de não ser economista, concluo, portanto, que os títulos em poder do BC também fazem parte do Tesouro. Neste caso, deveriam ser contabilizados no total da dívida interna no relatório divulgado pelo Tesouro à imprensa.
Quem quiser conferir diretamente o relatório do Tesouro, acesse a planilha de dezembro de 2008 , clique na aba “2.1”. Por ser muito grande a planilha, recortei apenas os dados referentes ao mês referência (dezembro), conforme pode ser observado na figura abaixo:


Observe que a soma entre os R$ 494,31 bilhões em títulos “em poder do BC” não computados no total e o valor da dívida interna do topo de página, no valor de R$ 1.264,82 bilhões, dá precisamente R$ 1759,13 bilhões , o mesmo valor citado no relatório do Banco Central e que confirma a nossa suspeita.
Agora compare o recorte do “novo formato de relatório” acima com o formato antigo que vigorou até 2006. Os dados abaixo são do final do Governo FHC.

Perceba que não só o total da dívida interna está no final da página (como deve ser qualquer relatório decente) como o total dos títulos em poder do Banco Central devidamente contabilizados.
Mudou por que?
De acordo com reportagem publicada no G1 e no Valor Online, no início de 2007, o objetivo do Governo com a mudança do relatório era “aumentar a transparência sobre a gestão do endividamento público”.
Além de mudar o formato, o relatório mudou também a metodologia, pois passou a computar também uma parcela da dívida externa que o Governo diz que quitou mas que continua lá (sobre isto nos aprofundaremos em um post específico). Porém, em nenhum momento a reportagem cita a ausência dos títulos em poder do Banco Central no total da dívida interna. E olha que não era nenhuma quantia irrisória não. Já em 2007, este valor já totalizava R$ 297 bilhões!
Qualquer que seja a explicação do Governo, o que se poderia esperar da imprensa era pelo menos um parágrafo sobre esta quantia tão expressiva que aparece no relatório sem ser contabilizada no total. Se não é para contabilizar, então esta quantia deveria aparecer em outro lugar, mas não na totalização final da dívida, como é atualmente. Portanto, se o objetivo do Governo com a mudança do relatório foi realmente “tornar mais transparente” o relatório, pode ter funcionado para os economistas. Para mim, pelo menos, ficou mais confusa.
Mais surpresas
No post anterior publiquei uma tabela com diferentes versões sobre a dívida interna de acordo com os relatórios do Tesouro Nacional, do IPEA e da Auditoria Cidadã da Dívida. (Para conferir as fontes, clique nos links). Eis que encontrei mais duas versões! Pior: duas versões de uma mesma instituição, o Banco Central! Pior: duas versões da dívida muito maiores que as apresentadas pelo Governo à imprensa!
Ou seja, agora temos cinco versões da dívida interna: quatro de órgãos do Governo e uma de uma ONG, conforme pode ser visualizado no gráfico abaixo:
Se a diferença de R$ 161 bilhões no ano de 2007 entre as versões do IPEA e do Tesouro (citada no post anterior) já era de pasmar, agora temos uma diferença de R$ 500 bilhões entre uma das duas versões da dívida segundo o BC e a versão oficial do Tesouro divulgada para a imprensa. (Para ver os relatórios do BC, clique aqui)
Observe no gráfico que a série histórica do IPEA (verde) dá um grande salto a partir de 2007, justamente o ano em que a versão do “novo relatório” do Tesouro exclui do total da dívida os títulos em poder do BC. Como a série histórica do IPEA não mostra a discriminação dos itens da dívida, não dá para afirmar com certeza de que tal salto seria decorrente dos títulos em poder do BC (até porque o salto é menor do que os altos valores dos títulos supostamente ignorados). Mas, como os dados já divergem nos meses anteriores, então a dúvida fica reforçada.
Outra coisa que chama a atenção é segunda versão da dívida do BC (gráfico roxo). Segundo ela, a dívida deixada por FHC seria de R$ 848 bilhões (e obviamente a dívida atual do no Governo Lula já teria ultrapassado a casa dos R$ 1,9 trilhão). De fato, lembro bem desse número, pois acompanhava a economia nesta época e serviu para sepultar a minha credibilidade no PSDB e depositar minhas esperanças no PT. No entanto, já faz algum tempo que não encontrava dados com este número na web. As diferentes versões da dívida que encontro aparecem sempre oscilando entre R$ 623 bilhões e R$ 650 bilhões. Então pensei: devo ter me enganado ou talvez confundido a totalização da dívida interna com a dívida bruta, que inclui a dívida externa.
Mas não estava enganado. Finalmente encontrei o relatório que traz este número no BC. Daí também surge o percentual mágico de 74% de endividamento do Brasil no final do Governo FHC que alguns petistas hoje sempre citam para justificar o suposto endividamento atual de 44%, tomado como base na menor versão da dívida, obviamente.
Mais uma “mudança metodológica”
Nas duas planilhas do BC que apresentam as duas versões da dívida pública não existe nenhuma explicação sobre o porquê da existência das duas tabelas (ou das duas metodologias). No entanto, os títulos das tabelas nos ajudam a entender mais esta variação da contabilidade do Governo atual. Na versão 1, o título da tabela é “Dívida líquida e bruta do governo geral1/ (R$ milhões) – Metodologia utilizada até 2007”.
O número 1 que aparece ao lado da palavra “geral” nos remete a seguinte legenda em letras microscópicas no final da tabela:
‘1/ Inclui as dívidas do Governo Federal e dos governos estaduais e municipais com os demais agentes econômicos, inclusive com o Bacen.
A mesma legenda na tabela com a nova metodologia adotada a partir de 2008 diz o seguinte:
1/ O Governo Geral abrange Governo Federal, governos estaduais e governos municipais. Exclui Banco Central e empresas estatais.
Ou seja, na nova metodologia adotada pelo BC, a partir de 2008, estão excluídos os títulos em poder do Banco Central (os mesmos títulos excluídos do relatório do Tesouro a partir de 2007) e as dívidas das empresas estatais.
Portanto, a pergunta que não quer calar é: por que os títulos em poder do BC foram retirados do cálculo da dívida?
Pesquisando sobre o assunto, encontrei entre os milhões de pdfs do site do BC a seguinte afirmação na página 15 do Manual de Estatísticas Fiscais (veja aqui):
“Dívida mobiliária do Banco Central – Dívida pública interna do Banco Central do Brasil constituída pelos títulos públicos de sua emissão registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), colocados e resgatados em moeda nacional. Em 2006, foram resgatados os últimos títulos de emissão do Banco Central, tendo deixado de existir, desde então, dívida mobiliária emitida pela Autoridade Monetária.”
De fato, os títulos do BC chegaram a ser zerados em 2006, conforme pode ser verificado nos relatórios disponíveis no site do Tesouro. Mas como alegria de pobre dura pouco, já no ano seguinte, no novo formato e metodologia do relatório, um novo montante em poder do BC volta a aparecer no relatório, apesar de não ser computado no total da dívida oficial divulgada pelo Tesouro.
Note que nas duas mudanças metodológicas da contabilidade da dívida pública promovidas no Governo Lula no curto espaço de um ano, as novas versões apresentam valores finais bastante inferiores e que a versão apresentada para imprensa é justamente a menor das cinco versões.
Caso não tivesse sido mudada a metodologia do BC em 2008, a dívida bruta do governo em agosto de 2009 já ultrapassaria a casa dos R$ 2 trilhões (mais precisamente R$ 2,022 trilhão), conforme pode ser constado aqui.
Enfim, se o objetivo do Governo com as mudanças nos relatórios era realmente torná-los mais “transparentes”, certamente o objetivo não foi alcançado (pelo menos para o cidadão comum).
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Para ver o primeiro artigo desta série, clique aqui.
Para ver o segundo artigo desta série, clique aqui.
Para ver o terceiro artigo desta série, clique aqui.
Para ver o quarto artigo desta série, clique aqui.
Para ver o quinto artigo desta série, clique aqui.
Para ver o sexto artigo desta série, clique aqui.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

FMI: O IMPÉRIO DAS CRISES

O Wellington Lisboa de Sena, do Blog Livre Pensador, fez uma reflexão bastante plausível sobre a relação entre a crise mundial atual e seus articuladores.
Mas para nós essa crise só foi uma marolinha, não foi mesmo Presidente Lula? Foi!

Do Livre Pensador

Há exatamente um ano atrás (Setembro de 2008) dava-se início a uma das recessões mais críticas das últimas décadas. Quebra de bancos, crise no mercado imobiliário dos EUA, bolsa de valores à banca-rota! E daí uma quebradeira generalizada por todo o mundo: empresas indo à falência, crédito escasso, juros altos, tributação elevada e consumo reduzido. Tudo isso não seria verdade se não fosse eles mesmos, sim, o FMI e o Banco Mundial protagonizadores de uma crise que já estava mapeada há mais de 2 anos atrás nas últimas reuniões do Clube Bilderberg (2006/2007). Lá eles, a elite mundial de banqueiros e magnatas do petróleo, definiriam o preço do barril do petróleo a 150 dólares e uma oferta de crédito indiscriminada para que o mercado imobiliário estadunidense entrasse em colápso por não conseguirem honrar os compromissos financeiros assumidos.

Agora, como num passe de mágica, após exatamente 1 ano do início da crise, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou nesta quarta-feira (1) as previsões para a maioria dos países e disse que a economia mundial finalmente está saindo da recessão profunda, puxada por uma retomada vigorosa na Ásia. Alertou, no entanto, que a recuperação enfrenta muitas dificuldades. Simples assim! – Acreditem se quiserem. Também assegurou um papel de destaque para o Brasil na recuperação em 2010 da América Latina. Nós, los macaquitos, segundo o Diretor-Geral do FMI, Strauss-Kahn, estaremos muito bem na fita no último ano do governo lulista.

Para o FMI, o Brasil será a locomotiva da economia regional, com um crescimento negativo em 2009 (-0,7%), mas que chegará a +3,5% em 2010 graças ao amplo mercado interno e às exportações e mercados diversificados, e especialmente às relações com a Ásia. Nada mal para quem anda fazendo lambanças no campo diplomático. Mas temos que atentar que são apenas previsões, números! Eles, os engravatadinhos do seleto clube dos poderosos, que de dentro de uma sala rodeados por bajuladores também poderosos, são especialistas em começar e terminar uma crise. E que se danem o resto do mundo, os pobretões, os lulistas e chavistas; o importante é lucrar! Eles, os megainvestidores e banqueiros, foram os únicos que se deram bem nesta “crise mundial” sim, pois a crise não era deles e sim nossa. Nós é que temos que diariamente pagar o pato, ou seja, o peru, o champagne e as deliciosas mulheres que eles consomem ao preço de banana. Esse é o capitalismo democrático.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O que aconteceu em Honduras não foi golpe de Estado

Do Canal Livre da Band

O refúgio do presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya na embaixada brasileira completa uma semana. Neste domingo, a atuação da diplomacia brasileira no episódio e as possíveis soluções para o impasse foram tema de discussão no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes.

Segundo o advogado Lionel Zaclis, doutor em direito processual pela Universidade de São Paulo, o que ocorreu em Honduras não pode ser chamado de golpe de Estado, já que o governo interino respeitou a Constituição do país.

“Na minha visão não houve golpe de Estado. Houve a aplicação pura e simples das regras constitucionais. O artigo 237 da Constituição hondurenha é claro e expresso no sentido de que qualquer cidadão – e não faz distinção o artigo – que atentar contra a disposição que veda a reeleição do presidente da República estará violando a Constituição e perderá imediatamente ser cargo”, explicou.

Zaclis esclarece ainda que, antes da expulsão, houve um processo judicial e um julgamento a respeito da legalidade do decreto que previa uma consulta popular que abriria caminho à reeleição de Zelaya. “O juiz deu uma tutela antecipatória suspendendo a eficácia desse decreto, o presidente Zelaya, intimado três vezes não compareceu e, por isso, a decisão da Suprema Corte”.

Situação na embaixada
O governo de Honduras estabeleceu um prazo de dez dias para que o governo brasileiro defina o status de Zelaya, mas Lula adiantou no último sábado, da Venezuela, onde aconteceu a Cúpula América do Sul-África, que não aceitará o ultimato.

“O governo brasileiro não acata o ultimato de um golpista e nem o reconhece como um governo interino. Então, o Brasil não tem que conversar com esses senhores”.

O presidente interino do país, Roberto Micheletti exigiu também garantias do Brasil de que sua embaixada não será usada por ele para incitar a violência. Duas pessoas morreram em confrontos no país.

Expulsão
Zelaya voltou ao país quase três meses após ser expulso. Ele foi detido por militares em 28 de junho, data em que seria realizado um plebiscito sobre a possibilidade de mudar a Constituição do país, o que abriria caminho para sua reeleição.

A consulta havia sido considerada ilegal pela Justiça e sua prisão por militares teve o apoio da Suprema Corte e do Congresso de Honduras.

Com eleições marcadas para 29 de novembro, a crise em Honduras divide a população do país e as tentativas de negociação parecem longe de um acordo.

domingo, 27 de setembro de 2009

Honduras parte para a ofensiva

O Presidente Lula precisa se decidir sobre a situação da Embaixada do Brasil em Honduras. O Governo golpista aperta o cerco e pode invadir a embaixada. Veja o comentário de Noblat sobre o assunto. Até nessa situação o Lula se mantém omisso!

Do Blog de Ricardo Noblat
Acuado até aqui, o governo de fato de Honduras resolveu partir para a ofensiva.

O Brasil foi seu primeiro e mais importante alvo - mas não foi o único.

Honduras deu um prazo de 10 dias para que o Brasil defina a situação do presidente deposto Manoel Zelaya, abrigado em sua embaixada de Tegucigalpa.

Em que condições Zelaya está ali? Na de asilado? Na de refugiado? Na de protegido? Qual?

A falta de uma definição levará o governo de Honduras a tirar o status diplomático da embaixada. Em tese, isso significa que a ex-embaixada poderia ser invadida - algo que o governo de Honduras adianta que não fará. Ou que não pensa fazer.

Aos governos da Espanha, México, Argentina e Venezuela, que suspenderam suas relações com Honduras, o governo do presidente Roberto Micheletti pediu que remova as bandeiras e os distintivos oficiais de suas respectivas embaixadas.

Honduras expulsou hoje quatro funcionários da Organização dos Estados Americanos (OEA) que desembarcaram em Tegucigalpa para preparar a chegada de uma missão oficial da entidade. Eles não estavam com os documentos em ordem.

Também foram expulsos três espanhóis localizados no distrito de Toncontín e que não justificaram de forma convincente sua estadia ali.

Foi renovado o toque de recolher. Ele estará em vigor entre às 21h de hoje e às 5h da manhã desta segunda-feira.

As perguntas sobre o golpe contra Zelaya

Existe mais mistérios entre o golpe em Honduras e as verdadeiras intenções de Zelaia. Veja os comentários de Jabor:

De Arnaldo jabor

Zelaya foi eleito pelo povo e não podia ser deposto, isso é certo, que fique claro. Mas como ninguém sabe o que realmente houve podemos fazer perguntas.

Por exemplo, Hugo Chávez declarou: “Zelaya atravessou rios, florestas, montanhas até milagrosamente se materializar na embaixada do Brasil com 70 pessoas”. Como é que o Chávez sabe?

Outra pergunta: Zelaya é mesmo um democrata? Mas ele queria mexer na constituição para se reeleger como fez Chávez. Ele foi apoiado também pelo Daniel Ortega da Nicarágua de onde veio o avião Venezuelano.

Outra pergunta: ele foi deposto pelo velho golpe típico dos latinos, porrada e fuzis? Não, a Suprema Corte de Honduras decidiu por sua saída, a igreja apoiou sua saída e grande parte do Congresso.

Foi um golpe novo. Um tipo de golpe branco que surgiu agora, um golpe democrático. Oposto, mas equivalente as ditaduras brancas que estão surgindo em nome da democracia como na Venezuela.

Outra dúvida: o Chávez está feliz porque ama a democracia clássica ou porque o mundo todo está defendendo o tipo de democracia que ele inventou? A democracia da eterna reeleição, sem oposição e sem mídia livre.

Chávez deve estar rindo também porque o Lula, que sempre o apoiou de corpo mole agora está no olho do furacão do Caribe. Em suma, ninguém sabe nada, mas as perguntas são bem mais interessantes que as respostas oficiais.