sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Meus oito anos

De: Casimiro de Abreu (1839 -1860)

Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

h ! dias da minha infância!
Oh ! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

.........................................................................................

Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais! .

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Certificação Digital: A Receita Federal amplia obrigatoriedade

Do Análise de Balanço

A Receita Federal do Brasil informou que a partir do próximo ano, todas as empresas (Lucro Real, Presumido e Arbitrado) estarão obrigadas à apresentação de declarações com a utilização de certificado digital. A novidade é para os optantes do Lucro Presumido, que representam um universo de 1,4 milhões de contribuintes.

Atualmente, as empresas tributadas com base no Lucro Real ou Arbitrado já tem a obrigatoriedade de transmissão de declarações para a RFB com a utilização de certificação digital.

A Receita alerta que a medida valerá a partir de 2010, mas se aplicará às declarações de qualquer exercício, não somente das referentes aos períodos de apuração de 2010.

Fonte: RFB


Confira a seguir a íntegra da Instrução Normativa que institui a extensão da obrigatoriedade da certificação digital.






Instrução Normativa RFB nº 969, de 21 de outubro de 2009

DOU de 22.10.2009

Dispõe sobre a obrigatoriedade de apresentação de declarações com assinatura digital, efetivada mediante utilização de certificado digital válido, nos casos em que especifica.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 261 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 125, de 4 de março de 2009, e tendo em vista o disposto no art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, resolve:

Art. 1º A partir de 1º de janeiro de 2010, para a transmissão de declarações e demonstrativos pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, no lucro presumido ou no lucro arbitrado, é obrigatória a assinatura digital, efetivada mediante utilização de certificado digital válido.

Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

sábado, 24 de outubro de 2009


Do Visão Panorâmica



Arnaldo Jabor fala sobre declaração polêmica de Lula

Pobre do morro já mora perto do céu

Diante de tantas privações e provações, pelo que passam as pessoas de boa índole e de bem, que, circustancialmente, são obrigadas a morar em favelas, especialmente nesse momento, em que inexiste vontade política e competência dos órgãos públicos e de segurança, para livrarem o favelado carioca deste martírio que é conviver em suas comunidades, sobressaltados e no meio de um fogo cruzado entre lideranças marginalizadas do tráfico de drogas e a própria polícia, demonstro minha homenagem e minha solidariedade, dedicando esta música.
E minha certeza de que esses pobres e esquecidos favelados, mas gente de bem, não precisam se preocupar com seu destino espiritual, pois o caminho deles é muito mais curto do que o meu, pois já moram pertinho do céu.

"Para nascer um novo Brasil, humano, solidário, democrático, é fundamental que uma nova cultura se estabeleça, que uma nova economia se implante e que um novo poder expresse a sociedade democrática e a democracia no Estado."
Do Livre Pensador



Gedel não respeita regras de propaganda política na internet

O PMDB já começou a campanha para eleição de Gedel Vieira Lima (Governo do Estado), numa possível chapa com Cezar Borges e Fernando Henrique (Senado), através de e-marketing's, via internet, mas parece que assim como aos eleitores, este partido não respeita o direito daqueles que não desejam receber esses e-marketing's inúteis.
Por diversas vezes já solicitei a esse partido que não me enviasse mais esses e-marketing's e até o momento não fui atendido.
É dessa forma que esse partido trata os internautas, desrespeitando!
Quem não respeita o direito dos internautas, vai respeitar os direitos do eleitor e do cidadão?
Se liga PMDB, não me deixo levar pelo seu papo furado e não tenho a menor simpatia por partidos oportunistas, sem fidelidade com sua ideologia.
Isso também serve para o PT!
Pelo menos a mim você e seus candidatos não produzirão nenhum efeito, primeiramente porque tenho na memória os repetidos engodos políticos que esse partido vem produzindo, depois da era Ulisses Guimarães. Depois porque, na minha idade, já ganhei maturidade política suficiênte para saber escolher meu candidato, sem me deixar levar por essas propagandas políticas que se fossem levadas a ferro e fogo, deveriam ser julgadas em um tribunal, como propagandas enganosas.
Faço minhas as palavras do meu amigo blogueiro Wellington (Blog Livre Pensador), como uma mensagem para meus leitores e seguidores, quando estiverem avaliando seus candidatos - "NÃO ACREDITE EM TUDO AQUILO QUE TE DIZEM SER A SOLUÇÃO. Aí pode residir o maior de todos os teus problemas."

terça-feira, 20 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

De novo a barbárie?

A Lucia Hippolito fez uma análise que expressa a minha opinião sobre a violência no Rio de janeiro, motivo pelo qual retrato nesta coluna o caminho para leitura, na íntegra de sua matéria.
Na época em que morei naquela cidade, podíamos transitar pelos bairros nobres e pelas belas praias da Zona Sul, sem receios de qualquer abordagem violenta como hoje acontece, mesmo vivendo o momento político provocado pela guerra entre a esquerda e a direita.
Totalmente fora de controle, hoje essas comunidades, controladas pelo tráfico, ainda estão em guerra entre si, mas, imaginem quando elas despertarem para o fato de que unidas, serão mais fortes e poderão até formar um Estado dentro do Estado!
Se os governos tratarem esta situação, como trataram há 20 anos atrás, uma exploração política, imaginem o que vislumbraremos em 2016!

Clique aqui para ver a matéria da Lucia Hippolito

Na balança, zero de carbono e 100% de biocombustível

O Presidente Lula poderia fazer parte da história deste país, se tivesse coragem de largar na frente, na tarefa de redução total das emissões de Carbono. Essa é a opinião de Ernesto Moeri, geólogo pela Universidade de Berna (Suíça), CEO do Grupo Ecogeo, presidente do Instituto Ekos Brasil e ex-presidente da Câmara Suíço-Brasileira de Comércio (2001-2006).
Vajam o que diz Ernesto Moeri:
" Sem qualquer oportunismo, é possível deixar um enorme legado com a gestão que tornaria o Brasil o primeiro do ranking em sustentabilidade ambiental com medidas que levariam à redução total das emissões de carbono e manutenção do estoque integral de etanol e biodiesel, combustível limpo, por aqui mesmo.
O Brasil é hoje um dos grandes emissores de CO2 em razão das queimadas na floresta amazônica, que contribuem com mais de 60% do total de dióxido de carbono lançado na atmosfera. Este fato explica o 5º lugar na lista de países que jogam no ar gases que contribuem para o efeito estufa, principal causador das mudanças climáticas que estamos presenciando. De possível “salvador do planeta”, o País acaba sendo visto como um dos vilões do aquecimento global. Não é de agora que a opinião pública de fora expressa grande preocupação com a destruição da Amazônia. Deste lado do Atlântico, se observa certa perturbação envolvendo ONGs, missionários e políticos estrangeiros, acusados de querer “internacionalizar” aquele território. Alguns até são apontados como elementos a serviço de corporações interessadas no chamado “ouro verde”, ou seja, a riqueza da biodiversidade local.

Mas vamos lembrar de alguns fatos por vezes esquecidos nesta discussão. O Brasil tem uma matriz energética extremamente limpa, com 85% da eletricidade oriunda de usinas hidrelétricas e de co-geração de biomassa e mais de 25% de todo o combustível consumido para o transporte rodoviário originado do solo, o que o torna uma fonte renovável.

A produção de etanol a partir do Proálcool, programa pioneiro da União criado há 30 anos, permite a substituição de mais de 50% da gasolina pelo álcool em automóveis. As respectivas plantações de cana ocupam menos de 3% de toda a área produtiva, mas são responsabilizadas injustamente pela alta mundial dos preços agrícolas. Lobistas e parte da mídia condenam plantações de cana destinadas à fabricação de álcool combustível por supostamente avançar sobre a floresta tropical e destruir a mata que abriga inúmeras bacias de seqüestro de carbono. Não se diz, porém, que a principal região de plantio desta matéria-prima está distante 3 mil quilômetros da Amazônia e que ainda existe muita terra disponível e sem cultivo – são mais de 50 milhões de hectares apenas nos estados do centro-sul.

Os 20 milhões de m³ de etanol consumidos anualmente faz com que o Brasil deixe de lado a mesma quantidade de combustível fóssil, o que evita a emissão de 48 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Inicialmente subsidiado pelo governo, ao longo do tempo o Proálcool se tornou auto-sustentável e altamente competitivo. O “break-even” que evidencia a vantagem econômica do álcool sobre a gasolina foi atingido nos bons e velhos tempos de quando o barril de petróleo bateu na casa dos US$ 30.
Implantado por lei em 2006, o programa do biodiesel prevê que cada litro de diesel vendido nos postos em todo o território nacional contenha 2% do combustível renovável em sua mistura. De pouco em pouco, este montante alcançou a marca de 1 milhão de toneladas/ano. Contas feitas, chegamos a 2,4 milhões de toneladas anualmente de gás carbônico que a terra brasilis evita intoxicar a todos. Falando em dinheiro, o carbono evitado por biocombustível equivale a cerca de US$ 80 milhões, valor não-cobrável nos moldes do Protocolo de Kyoto por não se tratar de uma medida voluntária.
Fica a sugestão de que todo o esforço adicional para se utilizar biocombustíveis no lugar dos fósseis seja feito por absoluta iniciativa do mercado, de acordo com modelos determinados de produção e consumo, com benefício de regiões onde há disponibilidade de fontes energéticas e consumo em frotas cativas, e não “por decreto”, possibilitando desta maneira a efetiva negociação das emissões no mercado internacional de carbono.

Com seu vasto potencial em termos de território, recursos hídricos e biomassa, o Brasil reúne todas as condições ideais para suprir suas necessidades energéticas a partir de fontes renováveis. Com uma iniciativa destas, é possível girar um mercado em torno de 100 milhões/toneladas de biocombustíveis por ano. Em valores atuais, com a cotação de US$ 20 por tonelada de dióxido de carbono não-emitido, a cifra gerada geraria um bom dinheiro: cerca de US$ 2 bilhões por ano, dinheiro que poderia ser investido para custear a redução de desmatamento do maior estoque de floresta tropical do planeta, a Amazônia.

Ao invés de vender etanol para os EUA e países da Europa e Ásia, encarando sobretaxas, altos custos com fretes e, sobretudo, críticas, o País poderia exportar os dois milhões de barris de petróleo/dia extraídos de seu solo nos parâmetros de um mercado internacional livre e totalmente regulamentado. Reter o biocombustível e repassar para o mercado externo o petróleo disponível terá um impacto extremamente positivo na balança comercial. E isto não é o mais importante: há de se convir que, enquanto todos os carros nacionais não rodarem com biocombustível, não faz sentido vender para gringos e hermanos um único litro deste valioso propulsor verde.

Aliado a isso, o plantio de oleaginosas não-comestíveis, como pinhão manso; a pesquisa e o desenvolvimento de novas fontes de biomassa e seqüestro de carbono por meio de projetos de preservação e reflorestamento irão permitir à Nação alcançar a meta de se tornar 100% neutra em carbono no prazo de uma década.

Para manter este equilíbrio, é importante a existência de consistentes políticas públicas destinadas a proteger as florestas tropicais, garantidoras desta condição única. E como pagar o custo desta proteção? Com a aplicação de parte destes recursos gerados pela comercialização dos créditos de carbono. Lula teria então a oportunidade de ser o presidente da nação número 1 em sustentabilidade ambiental e rumo a uma posição, cada vez menos fictícia, de grande influenciador da roda de negócios em nível global.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A teoria de evolução social do Lula!

Palavras do nosso ilustre Presidente Lula, em visita de inspeção que faz às obras de transposição do rio São Francisco, no nordeste. Aliás, agora o Presidente vai deixar de viajar para o exterior e certamente vai se dedicar aos seus eleitores pobrezinhos, abastecidos pela sua esmola disfarçada de vale.
- É isso que estamos fazendo aqui, transformando o nordestino em cidadão brasileiro completo, um cidadão de primeira classe. Que só vai viajar para São Paulo agora para fazer turismo. É ou não é fenomenal?
Cidadão brasileiro completo!
Cidadão de primeira classe!
Fazer turismo em São paulo!
Presidente... Acorda!
O Sr. está menosprezando a nossa inteligência!
Dê educação pra essa gente, dê saúde pra essa gente, dê emprego pra essa gente e ai sim, o Sr. poderá fazer essas afirmações. Mas, não é conveniente para o Sr. não é?
Sua obra não tem nenhum interesse social. A sua intenção e a de seus correligionários, certamente não é a de desviar o rio São Francisco para beneficiar seus pobrezinhos. Os desvios a serem promovidos são outros completamente diferentes.

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf filia-se ao PSB

O Presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, acaba de filiar-se ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), para se candidatar, provavelmente, ao governo de São Paulo na próxima eleição.
Meus caros seguidores e leitores. Por favor, alguem pode me explicar que ideologia socialista existe na cabeça e no comportamento desse homem!
Nossa política é lastreada por partidos e políticos oportunistas e completamente descomprometidos por uma ideologia. Essa, talvez, seja uma das explicações para tanta falta de ética no comportamento dos políticos deste país.

A Guerra Dos Meninos - Roberto Carlos



O Silêncio dos bons

De Martín Luther King

"Uma nação que gasta mais dinheiro em armamento militar do que em programas sociais se acerca à morte espiritual."

" O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons"

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia do Professor - comemorações e um pesadelo difícil de acabar

Ser professor no Brasil, hoje em dia, é um ato de AMOR. A importância que o governo dá à EDUCAÇÃO, está estampada nas condições das escolas públicas, nas condições econômicas dos professores da rede de ensino público e, pasmem, até mesmo na rede de ensino privado, neste último caso, por conta da incompetência no trato e nas estratégias dadas pelo próprio governo à educação.
Mas, se ensinamos por AMOR, superamos essas dificuldades por um ideal, o ideal de uma mãe pelo seu filho, como dito pelo Prof. Luiz Henrique Pinto, Coordenador da IBES:

" Amanhã é o nosso dia. Mas... professor deveria ser considerado como mãe,
porque diz-se (principalmente elas mesmas!) das mães que elas são tão
importantes que seu dia são, na verdade, todos os dias. Eu também acho isso, e
quando este país também o achar talvez, mais que realizar Copa do Mundo ou
Olimpíada, seja este o momento em que possamos dizer: nosso país finalmente
amadureceu.
Meus queridos, parabéns a nós, pois o merecemos!

É isso ai Prof. Luiz Henrique, continuemos com nossa missão, já que aqueles que deveriam abraçá-la, estão muito mais preocupados com copas, olimpíadas, caças, empréstimos ao FMI, aumento do número de vereadores, esmolas desfarçadas em vale "isso" ou vale "aquilo" e assim por diante.

Parabéns a nós professores... idealistas, dedicados e abnegados pela educação, como uma forma de mudar esse nosso Brasil, cheio de injustiças sociais, miséria e violência, graças à falta de vontade política de um governo medíocre e populista.

Compartilho esta matéria com a opinião do Visão Panorâmica a seguir:

Do Visão Panorâmica:


O ensino no Brasil é caótico, deficitário e geralmente tem os resultados exagerados pelos governos que teimam em não ver o óbvio.
O discurso dos políticos e a realidade que vemos nas escolas públicas (e em algumas particulares) não poderiam refletir nada mais oposto e impossível de enquadrar. A propaganda do MEC – Ministério da Educação e Cultura – veiculada nas televisões brasileiras é bela e repleta de lirismo. O discurso usado na propaganda é quase uma cópia fiel do discurso político oportunista e totalmente vazio que estamos cansados de ouvir eleição após eleição: “Venha ser professor!” – A propaganda emocionante termina com uma convocação após imagens do mundo todo em que o professor é exaltado por ser o responsável pela virada evolutiva de inúmeros países.
Mentira? Não. Uma verdade avassaladora e que todos sabem. O Japão, a Alemanha, a França e inúmeros outros países que foram completamente arrasados durante a Segunda Guerra Mundial, usaram os recursos oferecidos a eles para investir na formação de cérebros. Professores foram formados nos melhores centros acadêmicos do mundo, bem pagos, valorizados e representaram o seu papel em escolas construídas ou reconstruídas com o único objetivo de ensinar.
O Brasil também recebeu “uma grana preta” do famoso “Plano Marshall”. Mas aqui, Getúlio Vargas o “Pai dos Pobres”, resolveu que o dinheiro seria mais bem investido na compra de Sandálias Alpargatas para os pobres do nordeste. Foi lindo! Todos os miseráveis e famintos nordestinos andando pela caatinga com lindas sandálias alpargatas novinhas. Getúlio foi aplaudido e idolatrado por “se preocupar com o povo e com os pobres”. O engraçado é que passados sessenta anos do conflito, aqueles pobres que receberam as alpargatas continuam pobres e miseráveis. As sandálias se desgastaram no solo árido da caatinga ou nas carrocerias dos “paus-de-arara” que lotaram as estradas com a mão-de-obra barata e sem qualificação de milhões de nordestinos que não tinham como se sustentar em seus estados.
O assistencialismo é assim. Você priva os pobres da possibilidade de libertação, permitindo que eles apenas sobrevivam com os agrados que você dá. Depois que o agrado acaba, o pobre continua pobre e agora é um escravo seu.
A educação não. Um pobre instruído, educado e formado numa boa escola, tem em mãos um patrimônio que é só dele. Com o saber ele pode buscar novas fronteiras e libertar-se da miséria por sua própria força e através do seu trabalho. Ele não é mais um escravo e não precisará mais de sandálias, bolsas, cestas e de qualquer outra esmola.
E foi assim no Japão, na Alemanha, na França e depois na Coréia do Sul e nos famosos “Tigres Asiáticos”. Enquanto o Brasil caminhava com suas sandálias alpargatas no pó da miséria e do assistencialismo, essas nações calçavam os sapatos da educação e corriam rumo ao futuro. Impulsionadas por seus professores.
Valorizar o professor; fazer com que as famílias entendam que a escola deve ser vista como uma extensão do lar e não como um centro de reclusão ou um lugar onde seus filhos devam ser depositados para aprender todos os aspectos da vida em sociedade e garantir que os professores retomem a autoridade e conquistem o respeito de seus alunos sem não acobertar as indisciplinas e violências praticadas pelos “inocentes anjinhos” são as condições para termos uma escola melhor e mais produtiva.
Da mesma forma, o professor para ser respeitado deve possuir as condições mínimas de impor respeito. Quem respeita um maltrapilho? Quem respeita alguém que é desvalorizado e desrespeitado por seus próprios superiores? Quem respeita alguém que se veste mal porque não tem condições de comprar boas roupas?
A chave para o sucesso do Brasil não é o pré-sal, o Lula e nenhum outro salvador da pátria que apareça. A chave é aplicar o dinheiro que já existe. Bastaria que um valor, correspondente ao usado para comprar os 36 caças, que equiparão nossa força aérea, fosse aplicado na educação.
Apenas com esse valor (que corresponde a todo o orçamento da educação para o ano de 2009) já teríamos o suficiente para que os professores ganhassem um salário digno e obtivessem meios para se atualizarem. Seria possível que as escolas fossem bem equipadas e melhoradas. E teríamos livros escolares de melhor qualidade e poderíamos ter em cada escola um laboratório de informática.
A solução é simples, o dinheiro existe e chegou o momento. Basta apenas deixarmos de aceitar as maldita sandálias alpargatas e olhamos pelos professores e para o futuro.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Zelaya pede mais pressão a líderes para restituição

Do Blog do Noblat

Representantes do governo interino de Honduras e do presidente deposto, Manuel Zelaya, retomarão nesta quarta-feira o diálogo interno por uma solução à crise política para discutir o mais importante --e difícil-- ponto de debate: a restituição de Zelaya. O líder deposto disse nesta terça-feira que enviou cartas a presidentes do continente, entre eles o norte-americano Barack Obama, pedindo para que aumentem a pressão contra o governo interino.
"Pedi em cartas particulares ao presidente Obama (...) falei com os presidentes da América, com as presidentes da América, sobre a necessidade de recrudescer ações se o regime seguir se negando a dar uma democracia verdadeira ao povo hondurenho", disse Zelaya em entrevista à agência Reuters.
As declarações de Zelaya foram feitas antes que os representantes dos dois lados anunciarem, também nesta terça-feira, o avanço em 90% o Acordo de San José, uma proposta do presidente costa-riquenho Oscar Arias que prevê, entre outras coisas, devolver o poder a Zelaya.
"Começamos a falar deste ponto [a volta de Zelaya] e amanhã (quarta-feira) vamos continuar negociando", disse a representante dos interinos Vilma Morales a jornalistas ao sair de uma reunião com representantes do líder deposto.
Do Livre Pensador

Lula e a dívida pública (PARTE 7)

Do Visão Panorâmica

Pretendia neste post me aprofundar um pouco mais nas contradições dos números oficiais sobre a dívida externa. No entanto, tive que mudar novamente a programação, pois encontrei no site do Banco Central uma afirmação que reforça uma suspeita que coloquei em discussão no quinto post desta série.
Na ocasião, questionei o fato do relatório oficial do Tesouro Nacional não contabilizar nos três últimos anos no total da dívida interna os títulos em poder do Banco Central (uma bagatela de R$ 494 bilhões em dezembro de 2008!). Com um valor tão expressivo, relutei em acreditar que o Governo teria tido a cara-de-pau de ocultá-lo. Mas aí lembrei da cara-de-pau do Presidente Lula mentindo descaradamente sobre o suposto “pagamento da dívida externa” e então me senti encorajado a pelo menos colocar a questão em discussão, solicitando a ajuda de algum internauta economista que nos ajudasse a esclarecer a dúvida a aparente manobra contábil.
Mas eis que ao buscar dados sobre a dívida externa no site do Banco Central, me deparei com a seguinte afirmação perdida em meio a dezenas de páginas de um relatório (mais precisamente na página 78, pode conferir aqui), onde o BC afirma:
“Os títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional totalizaram R$1.759,1 bilhões em dezembro de 2008, dos quais R$494,3 bilhões em poder do Banco Central.”
Apesar de não ser economista, concluo, portanto, que os títulos em poder do BC também fazem parte do Tesouro. Neste caso, deveriam ser contabilizados no total da dívida interna no relatório divulgado pelo Tesouro à imprensa.
Quem quiser conferir diretamente o relatório do Tesouro, acesse a planilha de dezembro de 2008 , clique na aba “2.1”. Por ser muito grande a planilha, recortei apenas os dados referentes ao mês referência (dezembro), conforme pode ser observado na figura abaixo:


Observe que a soma entre os R$ 494,31 bilhões em títulos “em poder do BC” não computados no total e o valor da dívida interna do topo de página, no valor de R$ 1.264,82 bilhões, dá precisamente R$ 1759,13 bilhões , o mesmo valor citado no relatório do Banco Central e que confirma a nossa suspeita.
Agora compare o recorte do “novo formato de relatório” acima com o formato antigo que vigorou até 2006. Os dados abaixo são do final do Governo FHC.

Perceba que não só o total da dívida interna está no final da página (como deve ser qualquer relatório decente) como o total dos títulos em poder do Banco Central devidamente contabilizados.
Mudou por que?
De acordo com reportagem publicada no G1 e no Valor Online, no início de 2007, o objetivo do Governo com a mudança do relatório era “aumentar a transparência sobre a gestão do endividamento público”.
Além de mudar o formato, o relatório mudou também a metodologia, pois passou a computar também uma parcela da dívida externa que o Governo diz que quitou mas que continua lá (sobre isto nos aprofundaremos em um post específico). Porém, em nenhum momento a reportagem cita a ausência dos títulos em poder do Banco Central no total da dívida interna. E olha que não era nenhuma quantia irrisória não. Já em 2007, este valor já totalizava R$ 297 bilhões!
Qualquer que seja a explicação do Governo, o que se poderia esperar da imprensa era pelo menos um parágrafo sobre esta quantia tão expressiva que aparece no relatório sem ser contabilizada no total. Se não é para contabilizar, então esta quantia deveria aparecer em outro lugar, mas não na totalização final da dívida, como é atualmente. Portanto, se o objetivo do Governo com a mudança do relatório foi realmente “tornar mais transparente” o relatório, pode ter funcionado para os economistas. Para mim, pelo menos, ficou mais confusa.
Mais surpresas
No post anterior publiquei uma tabela com diferentes versões sobre a dívida interna de acordo com os relatórios do Tesouro Nacional, do IPEA e da Auditoria Cidadã da Dívida. (Para conferir as fontes, clique nos links). Eis que encontrei mais duas versões! Pior: duas versões de uma mesma instituição, o Banco Central! Pior: duas versões da dívida muito maiores que as apresentadas pelo Governo à imprensa!
Ou seja, agora temos cinco versões da dívida interna: quatro de órgãos do Governo e uma de uma ONG, conforme pode ser visualizado no gráfico abaixo:
Se a diferença de R$ 161 bilhões no ano de 2007 entre as versões do IPEA e do Tesouro (citada no post anterior) já era de pasmar, agora temos uma diferença de R$ 500 bilhões entre uma das duas versões da dívida segundo o BC e a versão oficial do Tesouro divulgada para a imprensa. (Para ver os relatórios do BC, clique aqui)
Observe no gráfico que a série histórica do IPEA (verde) dá um grande salto a partir de 2007, justamente o ano em que a versão do “novo relatório” do Tesouro exclui do total da dívida os títulos em poder do BC. Como a série histórica do IPEA não mostra a discriminação dos itens da dívida, não dá para afirmar com certeza de que tal salto seria decorrente dos títulos em poder do BC (até porque o salto é menor do que os altos valores dos títulos supostamente ignorados). Mas, como os dados já divergem nos meses anteriores, então a dúvida fica reforçada.
Outra coisa que chama a atenção é segunda versão da dívida do BC (gráfico roxo). Segundo ela, a dívida deixada por FHC seria de R$ 848 bilhões (e obviamente a dívida atual do no Governo Lula já teria ultrapassado a casa dos R$ 1,9 trilhão). De fato, lembro bem desse número, pois acompanhava a economia nesta época e serviu para sepultar a minha credibilidade no PSDB e depositar minhas esperanças no PT. No entanto, já faz algum tempo que não encontrava dados com este número na web. As diferentes versões da dívida que encontro aparecem sempre oscilando entre R$ 623 bilhões e R$ 650 bilhões. Então pensei: devo ter me enganado ou talvez confundido a totalização da dívida interna com a dívida bruta, que inclui a dívida externa.
Mas não estava enganado. Finalmente encontrei o relatório que traz este número no BC. Daí também surge o percentual mágico de 74% de endividamento do Brasil no final do Governo FHC que alguns petistas hoje sempre citam para justificar o suposto endividamento atual de 44%, tomado como base na menor versão da dívida, obviamente.
Mais uma “mudança metodológica”
Nas duas planilhas do BC que apresentam as duas versões da dívida pública não existe nenhuma explicação sobre o porquê da existência das duas tabelas (ou das duas metodologias). No entanto, os títulos das tabelas nos ajudam a entender mais esta variação da contabilidade do Governo atual. Na versão 1, o título da tabela é “Dívida líquida e bruta do governo geral1/ (R$ milhões) – Metodologia utilizada até 2007”.
O número 1 que aparece ao lado da palavra “geral” nos remete a seguinte legenda em letras microscópicas no final da tabela:
‘1/ Inclui as dívidas do Governo Federal e dos governos estaduais e municipais com os demais agentes econômicos, inclusive com o Bacen.
A mesma legenda na tabela com a nova metodologia adotada a partir de 2008 diz o seguinte:
1/ O Governo Geral abrange Governo Federal, governos estaduais e governos municipais. Exclui Banco Central e empresas estatais.
Ou seja, na nova metodologia adotada pelo BC, a partir de 2008, estão excluídos os títulos em poder do Banco Central (os mesmos títulos excluídos do relatório do Tesouro a partir de 2007) e as dívidas das empresas estatais.
Portanto, a pergunta que não quer calar é: por que os títulos em poder do BC foram retirados do cálculo da dívida?
Pesquisando sobre o assunto, encontrei entre os milhões de pdfs do site do BC a seguinte afirmação na página 15 do Manual de Estatísticas Fiscais (veja aqui):
“Dívida mobiliária do Banco Central – Dívida pública interna do Banco Central do Brasil constituída pelos títulos públicos de sua emissão registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), colocados e resgatados em moeda nacional. Em 2006, foram resgatados os últimos títulos de emissão do Banco Central, tendo deixado de existir, desde então, dívida mobiliária emitida pela Autoridade Monetária.”
De fato, os títulos do BC chegaram a ser zerados em 2006, conforme pode ser verificado nos relatórios disponíveis no site do Tesouro. Mas como alegria de pobre dura pouco, já no ano seguinte, no novo formato e metodologia do relatório, um novo montante em poder do BC volta a aparecer no relatório, apesar de não ser computado no total da dívida oficial divulgada pelo Tesouro.
Note que nas duas mudanças metodológicas da contabilidade da dívida pública promovidas no Governo Lula no curto espaço de um ano, as novas versões apresentam valores finais bastante inferiores e que a versão apresentada para imprensa é justamente a menor das cinco versões.
Caso não tivesse sido mudada a metodologia do BC em 2008, a dívida bruta do governo em agosto de 2009 já ultrapassaria a casa dos R$ 2 trilhões (mais precisamente R$ 2,022 trilhão), conforme pode ser constado aqui.
Enfim, se o objetivo do Governo com as mudanças nos relatórios era realmente torná-los mais “transparentes”, certamente o objetivo não foi alcançado (pelo menos para o cidadão comum).
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Para ver o primeiro artigo desta série, clique aqui.
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Governo paga Imposto de Renda de LULA e adia do "resto" dos contribuintes

É impressionante como o governo trata a si mesmo de forma diferenciada em relação ao "resto" dos contribuintes. A maioria da classe média (que já não é tão média assim), teve as suas restituições do Imposto de Renda adiadas por falta de caixa. Entretanto, o maior gestor do Governo, o Presidente Lula, teve sua restituição devidamente paga já no primeiro Lote (junho passado).

Se nós, contribuintes, não recolhermos os impostos retidos de nossos prestadores de serviços, poderemos ser presos, porque é um crime inafiançável. Explique-se GOVERNO, como fica o seu caso, considerando que o Sr. reteve nossos impostos e não está querendo nos pagar, alegando falta de caixa?
Explique-se GOVERNO, como pode alegar falta de caixa, se continua gastando, com construções faraônicas e reformas desnecessárias em imóveis públicos, com criação de cargos e contratação de "ASPONES", com gastos na promoção de eventos, na ordem de R$ 1 bilhão, só em 2008, com viagens patrocinadas aos seus, com o aumento de 142% nos seus gastos com cartões corporativos e tantos outros gastos desnecessários e outros necessários, mas que, estes sim, poderiam ser adiados, para pagamento àqueles de quem o Sr. se apoderou, na forma de retenção acima do devido.
Explique-se, GOVERNO!

PL da Campanha Ficha Limpa irá direto para votação no plenário da Câmara

O Projeto de Lei de iniciativa popular do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, protocolado na Câmara como PLP 518/09, deve ir ao plenário da Câmara dos Deputados mais rápido do que o previsto. No último dia 05/10, o Projeto da Campanha Ficha Limpa foi apensado ao PLP 168/93, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça em 1999 e que também trata de casos de inelegibilidades com base na vida pregressa do candidato.

Ainda em 1999, o PLP 168/93 recebeu parecer favorável do relator da proposta na CCJ a época, deputado Jaime Martins. Ao ser apensado nesse Projeto, a proposta do MCCE se beneficia, pois o parecer descarta qualquer argumento de aplicação do princípio da presunção de inocência ao tema das inelegibilidades. Dessa forma, o PLP 518/09 já está automaticamente pronto, apensado ao 168/93, para ser votado em plenário.

De acordo com o voto do relator, “a condenação pelas práticas desses crimes (citados nos dois Projetos), mesmo que ainda não tenha transitado em julgado, não deixa de constituir forte indício de fato desabonador da moralidade do cidadão para o exercício do mandato. A exigência constitucional da preservação da moralidade para o exercício do mandato é que dá embasamento ao estabelecimento de caso de inelegibilidade, sem que tenha ocorrido o trânsito em julgado da sentença condenatória”.

Desse modo, o parecer descarta a inconstitucionalidade do PL, alegando ainda que “considerou a jurisprudência que a não-exigência do trânsito em julgado da condenação não viola a garantia constitucional da presunção de inocência, pois esta encontra-se adstrita ao campo do processo penal”.

Com o apensamento, o passo seguinte será a escolha do relator do substitutivo, que na prática será um texto que reunirá as duas propostas iniciais – o PLP 168/93 e o PL 518/09, entre outros que também tratam da mesma matéria. Escolhido o nome do deputado responsável, o projeto seguirá para votação do plenário.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que apresentou o projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos, e promoveu a coleta de 1,3 milhão de assinaturas na Campanha Ficha Limpa, espera dialogar com o presidente da Câmara, Michel Temer, sobre a indicação do relator do substitutivo.

O projeto da Campanha Ficha Limpa foi entregue ao Congresso Nacional no dia 29 de setembro. Lançada em abril de 2008, a Campanha pretende criar critérios mais rígidos de quem não pode se candidatar. Na prática, o projeto terá um papel preventivo, garantindo assim candidaturas idôneas no processo eleitoral. Para conhecer mais o projeto e aderir à campanha, basta visitar o site da iniciativa www.mcce.org.br. O MCCE recebe novas assinaturas enquanto o projeto estiver tramitando.

Os fichas sujas e a ética (de novo!)...

Faço minhas as palavras do J. Neto, abaixo transcritas. clique aqui, se quiser conhecer o movimento para combate à corrupção eleitoral e, mais especificamente, à campanha em favor dos fichas limpas:

Do Sacuxeio

Algumas pessoas já devem estar de saco cheio mas eu não páro de falar: a AMB divulgou a lista dos candidatos fichas sujas por Estado. A numeridade de candidatos sujos à vereador e prefeitos nos quatro cantos desse Brasil é impressionante. É de doer mesmo. Parece até que ninguem mais é limpo nesse país.

Fichas sujas neste país nunca mais!
Triste fato, mas só mostra uma grande verdade na política: Ética é uma virtude em extinção. Em Jaboatão dos Guararapes (PE), minha ex-terra natal, todos os candidatos a prefeito de lá estão mais 'podres' do que o próprio lixão da cidade. As vezes, eu fico pensando (seriamente!) o QUÊ esses elegantes senhores, cheio de pendengas na Justiça, estarão ensinando à seus filhos?... Ética, eu acredito que não é.

O improvável nisso tudo é que eles sempre se elegem, ou se reelegem. E graças à ignorância do povo que troca seu voto por qualquer coisa.

Enquanto essa massa de manobra que é o povo se manter desinformada e caminhar feliz na ignorância, esses políticos continuarão deitando e rolando em suas cidades, e tudo farão para que as pessoas permaneçam sempre assim: na mesmice, e na miséria. É como diz aquele ditado:triste dos sabidos se não existisse os bestas.

Aqui, neste blog, eu não acuso ninguém, mas óbvio é para o eleitor que, qualquer pessoa que váadministrar seu bairro ou sua cidade, deve realmente ter as mãos limpas, e deve ter seriedade e ética. Pois isso é o mínimo que se espera dele. Sem mais conversa.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Exame do ENEM será realizado em dezembro

O Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem) será realizado nos dias 5 e 6 de dezembro, contrariando as afirmações iniciais do Ministro da Educação (MEC), Fernando Haddad. Após a reunião com o Ministro da Justiça, Tarso Genro, ficou definida essa data, quando o Ministro Tarso Genro ofereceu o apoio da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança para aplicação das provas.
Varios adiamentos de vestibulares e dos concursos públicos para o IBGE e Receita Federal foram causados pela nova data do Enem. A maioria dos alunos que irão prestar exame, não ficaram muito satisfeitos com a data marcada.
Reclamações estão surgindo, também, da distância entre a residencia do candidato e o local onde será realizado o exame. Como é o caso da estudadante Suzane Araujo, que mora no Imbuí (Salvador-Ba) e teve o local marcado para prestação do exame na Fazenda Cassange (CIA - BA), local distante da sua residência e de dífícil acesso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016: precisamos de pessoas de confiança

O Rio de Janeiro será palco da grande festa que acontecerá em 2016. Flávio Prado, da Jovem Pan Online, afirma que é preciso ter pessoas de boa índole para administrar as financias, já que até agora a verdade não foi revelada sobre a verba dos jogos Pan-Americanos. Confira o comentário.

A MÃO E A LUVA

Do Livre Pensador

As Olimpíadas de 2016 serão no Rio de Janeiro. Bom para o Brasil, bom para Lula e bom para Nuzman, caso esteja vivo daqui pra lá. A candidatura do Rio prosperou pela excelente desenvoltura de Lula nas relações exteriores nos últimos anos? – Talvez. Mas com certeza ajudou consideravelmente. A oportunidade chegou na hora certa. Assim como Lula nas diversas tentativas de ser presidente da república, trazer os jogos olímpicos para o Brasil não foi empreitada fácil; foram várias tentativas frustradas até a cartada final. O Brasil tornou-se a menina Guiomar do romance de Machado de Assis.

Publicado em 1874 “A mão e a luva” é uma obra que tem também um quê de pessimismo, ou ao menos, uma desilusão com o caráter humano. O enredo trata de uma garota determinada e segura de si, de origem humilde e simples que se vê a “fortuna” dar-lhe oportunidade de ascender socialmente e busca manter-se assim após (ou através de) o casamento. É pretendida por três homens: o sincero e romântico Estevão, que carrega em si todos os estereótipos dos heróis românticos, sendo tratado pelo narrador como apaixonado e sincero, porém patético. O previsível, vazio e medíocre Jorge, muito próximo à menina porém sem brilhantismo. E o astuto e ambicioso Luís Alves (único com nome e sobrenome!), homem sóbrio determinado, com aspirações políticas e sociais fortíssimas. Frente a isso, a união entre a menina Guiomar e Luís Alves é tão certeira como o ajuste entre a Mão e a Luva.

Em 2016, dois anos após a realização da Copa do Mundo de futebol, o Brasil saberá se este casamento deu certo. Daqui pra lá quem sabe o Lula esteja na presidência novamente. Carlos Arthur Nuzman, presidente eterno do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), e sua patota viajando pra lá e pra cá às custas do governo sabe muito bem que “bajular” é preciso – pois aparência vale mais do que resultados. Serão quase 30 bilhões investidos em obras e infraestrutura, tal qual foi realizado (guardando as devidas proporções), com os jogos panamericanos em 2007, também no Rio. Quem vai sair ganhando com isso? Empreiteiras, corporatocracia, lobistas, políticos corruptos? Melhor do que o sonho de medalhas é investir naquilo que os governantes mais protelam e se desculpam por falta de verbas: a educação, a saúde e a segurança pública. Os políticos, assim como na obra de Machado de Assis, se comportam como o personagem Luís Alves, agem no dia-a-dia como Jorge e em épocas eleitoreiras se passam como Estevão. 2014 e 2016 serão anos muito bons para alguns e excelente para poucos. Será uma mão na luva para os privilegiados de plantão. Parabéns ao Rio de Janeiro!

E que venham as Olimpíadas de 2016!

Do Livre Pensador

Somos um país emergente!

Quando falamos em terceiro mundo, certamente estamos falando de pobreza, miséria, elevada carga tributária, subemprego, desemprego, insegurança e falta de segurança, corrupção, ditadura, democracia populista, democracia autocrática, etc.

Tudo isso nos parece bastante familiar por aqui pelas américas sulistas, para não extrapolar nosso território. Mas isso não nos atinge, não na cabeça do nosso presidente, se não vejamos:

Por aqui não ouvimos ironias e inadequadas afirmações do nosso governante. Por aqui a falta de educação não é venerada pelos políticos, como forma de aproveitamento dela para angariar votos fáceis. Por aqui o povo não recebe esmola como forma de compensação pela miséria que ele vive. Por aqui nosso governante não se esconde das responsabilidades do seu próprio governo. Por aqui não gastamos bilhões em aviões que demonstram serem vulneráveis, em substituição ao investimento em uma boa educação, saúde e segurança. Por aqui nosso governante não se aproveita de um fato que só vai (se for) se transformar em realidade, quando ele já estiver desfrutando da sua afortunada aposentadoria, para eleger sua substituta. Por aqui, nós valorizamos a nossa indústria e não exportamos nossos comodities. Por aqui não precisamos trabalhar um terço do ano para pagar nossa carga tributária. Por aqui nosso senado é dirigido por um lider de caráter ilibado. Por aqui as falcatruas dos políticos são punidas exemplarmente, e por ai vai.

Somos um país evoluído, somos um país emergente! Mas, do terceiro mundo não, não é mesmo Presidente Lula!

FMI: O IMPÉRIO DAS CRISES

O Wellington Lisboa de Sena, do Blog Livre Pensador, fez uma reflexão bastante plausível sobre a relação entre a crise mundial atual e seus articuladores.
Mas para nós essa crise só foi uma marolinha, não foi mesmo Presidente Lula? Foi!

Do Livre Pensador

Há exatamente um ano atrás (Setembro de 2008) dava-se início a uma das recessões mais críticas das últimas décadas. Quebra de bancos, crise no mercado imobiliário dos EUA, bolsa de valores à banca-rota! E daí uma quebradeira generalizada por todo o mundo: empresas indo à falência, crédito escasso, juros altos, tributação elevada e consumo reduzido. Tudo isso não seria verdade se não fosse eles mesmos, sim, o FMI e o Banco Mundial protagonizadores de uma crise que já estava mapeada há mais de 2 anos atrás nas últimas reuniões do Clube Bilderberg (2006/2007). Lá eles, a elite mundial de banqueiros e magnatas do petróleo, definiriam o preço do barril do petróleo a 150 dólares e uma oferta de crédito indiscriminada para que o mercado imobiliário estadunidense entrasse em colápso por não conseguirem honrar os compromissos financeiros assumidos.

Agora, como num passe de mágica, após exatamente 1 ano do início da crise, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou nesta quarta-feira (1) as previsões para a maioria dos países e disse que a economia mundial finalmente está saindo da recessão profunda, puxada por uma retomada vigorosa na Ásia. Alertou, no entanto, que a recuperação enfrenta muitas dificuldades. Simples assim! – Acreditem se quiserem. Também assegurou um papel de destaque para o Brasil na recuperação em 2010 da América Latina. Nós, los macaquitos, segundo o Diretor-Geral do FMI, Strauss-Kahn, estaremos muito bem na fita no último ano do governo lulista.

Para o FMI, o Brasil será a locomotiva da economia regional, com um crescimento negativo em 2009 (-0,7%), mas que chegará a +3,5% em 2010 graças ao amplo mercado interno e às exportações e mercados diversificados, e especialmente às relações com a Ásia. Nada mal para quem anda fazendo lambanças no campo diplomático. Mas temos que atentar que são apenas previsões, números! Eles, os engravatadinhos do seleto clube dos poderosos, que de dentro de uma sala rodeados por bajuladores também poderosos, são especialistas em começar e terminar uma crise. E que se danem o resto do mundo, os pobretões, os lulistas e chavistas; o importante é lucrar! Eles, os megainvestidores e banqueiros, foram os únicos que se deram bem nesta “crise mundial” sim, pois a crise não era deles e sim nossa. Nós é que temos que diariamente pagar o pato, ou seja, o peru, o champagne e as deliciosas mulheres que eles consomem ao preço de banana. Esse é o capitalismo democrático.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Enem vaza e ministério anuncia cancelamento do exame

Do Estadão

Homem tentou vender cópia para o ‘Estado’ em SP; MEC confirmou que questões eram originais.
O vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou o Ministério da Educação a cancelar na madrugada desta quinta-feira, 1º, a prova, que seria aplicada no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro Fernando Haddad após ter sido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame. "Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance", afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, por volta da 1h, por telefone.

Veja também:
Suspeita é de vazamento em gráfica

Na tarde de quarta-feira, 30, o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem.

O Estado consultou rapidamente o material, para checar sua veracidade, sem se comprometer com a compra. Haddad, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem. A comprovação da fraude se baseou em elementos repassados ao ministro pela reportagem, via telefone e e-mail. As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação.

O encontro no qual o Estado viu trechos da prova aconteceu ontem à noite, na zona oeste de São Paulo. O homem que telefonou para a redação estava acompanhado de outra pessoa. Eles disseram ter recebido o material na segunda-feira, de um funcionário do Inep. Afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas. "Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego", disse o homem. Ele afirmou que recebeu o material "de Brasília, de gente do Inep, do MEC". Disse que viu na situação a oportunidade de ganhar dinheiro. "Não tenho motivação política." Ele afirmou que procurou um advogado para orientá-lo. "Registramos em cartório cópias das provas."

Seu companheiro, mais incisivo, cobrou o tempo todo da reportagem uma posição sobre o pagamento dos R$ 500 mil. "Isto aqui é muito grande, eu não quero correr o risco de morrer por nada." Diante da negativa da reportagem, ele se impacientou. "A gente vende isto aqui até por mais dinheiro", disse,
revelando a intenção de procurar emissoras de TV.

COLABOROU EVELSON DE FREITAS

MEC deve fazer novo exame no prazo de 45 dias

O MEC tem uma outra versão da prova do Enem pronta para substituir a que foi cancelada. A expectativa do ministério é realizar o exame em 45 dias. Como a metodologia do Enem exige que as questões sejam pré-testadas, o Inep tem um banco com cerca de 1,8 mil delas. O exame mudou este ano para funcionar como vestibular unificado nacional: 24 universidades federais tinham abolido seus processos seletivos em favor do novo Enem.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ava/Lana/Rita (Beach Samba)

Na geladeira não!!!

Do Blog do Cícero

Bonamigo é o novo técnico do Bahia e Elizeu Godoy Substitui Paulo Carneiro

Depois da derrota do Bahia por 2 x 1 para o Duque de Caxias, o técnico Sérgio Guedes coloca seu cargo à disposição e a diretoria do Bahia resolveu trazer Paulo Bonamigo, 49 anos, para a difícil missão de evitar que o Bahia despenque para a terceira divisão do futebol brasileiro.

O Bahia encontra-se na 17a. colocação na Série B do Campeonato e vai lutar com todas as forças, contando para isso, com o apoio da sua torcida e, agora, com a competência do seu novo técnico, para se manter na Série B.

O próximo jogo do Bahia será no sábado, contra o Figueirense (SC). Vamos torcer para que o novo técnico, bastante experiente, possa, finalmente, colocar o Bahia nos trilhos.

Bonamigo demonstrou confiança no time atual do Bahia e comentou que trabalhou “na Portuguesa até o início de agosto e tive a oportunidade de enfrentar o Bahia. Conheço os jogadores que estão no clube e sei do potencial deles para tirar o time desta situação. O Bahia tem uma torcida apaixonada e que está sempre apoiando a equipe nos jogos”. Bonamigo pretende devolver a motivação aos jogadores "e mostrar a eles que eles têm capacidade para reverter a situação”, disse.

Arnaldo Jabor fala sobre a armação de Chávez sobre o Brasil

Senado aprova nome de Toffoli para o Supremo

Depois de uma sabatina de sete horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do Senado, conquistando uma vitória de 20 votos a 3, o nome do advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli foi aprovado pelo plenário do Senado, com 58 votos a favor, contra 9 votos e apenas 3 abstenções, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome de Toffoli foi indicado pelo presidente Lula.
Agora o Senado encaminha ao presidente Lula, que por sua vez, envia ao STF, que marcará a data para a posse do novo ministro

Como Entender e Enfrentar uma Depressão Econômica

Do meu amigo: Wellington Lisboa de Sena

Por Mark A. Friedman

A instabilidade econômica crescente requer preparação para cenários possivelmente piores, considerando-se que a economia global poderá entrar num período prolongado de recessão ou depressão. Uma depressão econômica traz um aumento significativo no número de demissões, diminui bastante as vendas, acarreta a queda do mercado de ações, afeta o preço dos imóveis e diminui a arrecadação tributária. Na realidade, o Brasil e vários outros países subdesenvolvidos economicamente já estão experimentando muitas dessas condições.

Um novo estilo de vida e algumas medidas econômicas ajudarão você a se preparar para uma recessão econômica, e isto beneficiará não só a você, como também à sua família e à sua comunidade, independentemente das oscilações que ocorrerem com a economia. Tais mudanças incluem as seguintes medidas:

Simplifique Sua Vida

1. Compre apenas o que você e sua família precisam. Bens em excesso serão um peso para você e consumirão o dinheiro de que você poderá necessitar.

2. Livre-se de coisas que não usa, que não quer mais ou que são desnecessárias. A venda de artigos de que você não precisa pode ajudá-lo(a) a reunir algum dinheiro que você poderá usar caso perca seu emprego ou sua fonte de renda.

3. Dê ênfase à felicidade não-material e à união familiar. Nenhuma felicidade duradoura virá de objetos externos. Valorizar agora as alegrias não-materiais da vida o preparará para tempos de escassez.

Examine as Profissões Resistentes à Depressão

Mesmo numa recessão econômica, há certas áreas que requerem mais trabalho e representam maior segurança econômica. As categorias de trabalho que podem apresentar maior estabilidade são:

Empregos governamentais – Embora a arrecadação de impostos possa diminuir, levando a possíveis demissões, haverá grande necessidade de funcionários públicos nas áreas de saúde e recursos humanos, para lidar com o crescente número de desempregados e as populações carentes.

Oficinas - Menos pessoas terão condições de comprar novos carros, computadores, equipamentos de som, móveis, roupas e eletrodomésticos. Oficinas e assistências técnicas que consertem esses itens, conseqüentemente, prosperarão.

Brechós e vendas em consignação
– Lojas que vendem mercadorias usadas se darão bem, visto que cada vez menos pessoas poderão consumir artigos novos. Lojas que aceitam mercadorias em consignação – quando as pessoas deixam a mercadoria em confiança para venda posterior – requerem menor investimento para a sua abertura, já que você não precisará manter estoques de mercadoria.

Educação - Muitas pessoas que perderem seus empregos procurarão adquirir novas habilidades para reingressarem-se no mercado de trabalho. Haverá necessidade de professores e treinadores atualizados para ajudá-las a desenvolver as habilidades que procuram.

Cooperativas e serviços comunitários – Tanto as cooperativas de produtores como de consumidores florescerão, visto que os agricultores procurarão vender por preços melhores seus produtos e os consumidores das cidades precisarão reduzir suas despesas com alimentação. À medida que as grandes companhias entrarem em declínio, haverá a necessidade de consultores de cooperativas para orientar os empregados a realizar a autogestão em sua empresa e administrá-la como uma cooperativa.

Centros de reabilitação de viciados e outros programas comunitários voltados para os tempos de crise poderão criar redes de apoio para ajudar as comunidades a superarem esse período.

Diversifique suas Fontes Potenciais de Renda

Se sua fonte de renda principal sofrer algum abalo durante o período de crise econômica, você será muito mais capaz de lidar com esse problema se estiver se preparado para ter outras fontes de renda.

Entre as fontes de renda em potencial que você poderá começar a pesquisar estão as seguintes:

1. Volte à escola para desenvolver habilidades que lhe permitam retornar ao mercado de trabalho, tais como a especialização em mecânica de automóveis ou aparelhos eletroeletrônicos.

2. Procure empregos de meio expediente – Se você for despedido de seu emprego principal, seu trabalho secundário poderá se tornar sua principal fonte de renda.

3. Seja criativo – Tente transformar seus hobbies e as atividades de seu interesse em uma fonte de renda.

Desenvolva e Fortaleça a sua Comunidade e Organize as suas Prioridades

As dificuldades econômicas podem apresentar uma grande oportunidade para que sua família e sua comunidade se unam, para juntos enfrentarem esses desafios. Por outro lado, a falta de solidariedade pode permitir que o estresse econômico gere desarmonias e conflitos.

Tanto em sua família como em sua comunidade, uma crise testará sua força interior e exigirá que você redescubra seus recursos internos. Amor, compaixão, equilíbrio emocional, generosidade e amizade são recursos que se desenvolvem na medida em que são usados.

Algumas pessoas reagem a tempos de crise econômica tornando-se mais medrosas e egoístas. Essa reação será um desserviço a você, à sua família e à sua comunidade.

Fonte: Após o Capitalismo

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aumento de salário para os senadores

Do Blog do Cícero

O que aconteceu em Honduras não foi golpe de Estado

Do Canal Livre da Band

O refúgio do presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya na embaixada brasileira completa uma semana. Neste domingo, a atuação da diplomacia brasileira no episódio e as possíveis soluções para o impasse foram tema de discussão no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes.

Segundo o advogado Lionel Zaclis, doutor em direito processual pela Universidade de São Paulo, o que ocorreu em Honduras não pode ser chamado de golpe de Estado, já que o governo interino respeitou a Constituição do país.

“Na minha visão não houve golpe de Estado. Houve a aplicação pura e simples das regras constitucionais. O artigo 237 da Constituição hondurenha é claro e expresso no sentido de que qualquer cidadão – e não faz distinção o artigo – que atentar contra a disposição que veda a reeleição do presidente da República estará violando a Constituição e perderá imediatamente ser cargo”, explicou.

Zaclis esclarece ainda que, antes da expulsão, houve um processo judicial e um julgamento a respeito da legalidade do decreto que previa uma consulta popular que abriria caminho à reeleição de Zelaya. “O juiz deu uma tutela antecipatória suspendendo a eficácia desse decreto, o presidente Zelaya, intimado três vezes não compareceu e, por isso, a decisão da Suprema Corte”.

Situação na embaixada
O governo de Honduras estabeleceu um prazo de dez dias para que o governo brasileiro defina o status de Zelaya, mas Lula adiantou no último sábado, da Venezuela, onde aconteceu a Cúpula América do Sul-África, que não aceitará o ultimato.

“O governo brasileiro não acata o ultimato de um golpista e nem o reconhece como um governo interino. Então, o Brasil não tem que conversar com esses senhores”.

O presidente interino do país, Roberto Micheletti exigiu também garantias do Brasil de que sua embaixada não será usada por ele para incitar a violência. Duas pessoas morreram em confrontos no país.

Expulsão
Zelaya voltou ao país quase três meses após ser expulso. Ele foi detido por militares em 28 de junho, data em que seria realizado um plebiscito sobre a possibilidade de mudar a Constituição do país, o que abriria caminho para sua reeleição.

A consulta havia sido considerada ilegal pela Justiça e sua prisão por militares teve o apoio da Suprema Corte e do Congresso de Honduras.

Com eleições marcadas para 29 de novembro, a crise em Honduras divide a população do país e as tentativas de negociação parecem longe de um acordo.